Obras da Prefeitura estimulam crescimento de favelas em SP

Na Nova Jaguaré, na zona oeste, invasão cresce 20% durante urbanização

Sérgio Duran, do Estadão

15 de julho de 2007 | 15h22

Obras da Prefeitura costumam estimular o crescimento das favelas de São Paulo, atraindo novos moradores dispostos a aproveitar os benefícios da reforma. Segundo o engenheiro Luiz Fernando Fachini, responsável pela urbanização da Nova Jaguaré, na zona oeste, a ocupação saltou de 3,2 mil famílias, em 2003, para 4 mil em 2006 - um aumento de 20%.Todo esse crescimento se deu debaixo dos olhos dos técnicos da Prefeitura, que retomou as obras em 2006. Ao lado do projeto de Paraisópolis, na zona sul, a urbanização da Nova Jaguaré pretende ser uma espécie de cartão de visitas da gestão municipal no setor.A obra inclui 10 mil metros lineares de canalização de esgoto; 3 mil de galerias para drenagem pluvial; 9 mil de rede de água; 25 mil metros quadrados de pavimentação de vielas e outros 10 mil metros quadrados de áreas de lazer. As partes dos morros onde havia risco de deslizamento receberam grampeamento de solo e muros de arrimo.A Prefeitura estuda fazer um dos maiores grafites da cidade no morro da favela, cuja urbanização mereceu até a elaboração de um projeto de paisagismo. Apartamentos de 46 metros quadrados de área útil, em prédios com arquitetura diferenciada, foram construídos para receber as famílias removidas das encostas.Os moradores desses apartamentos pagarão 15% de sua renda, apurada pelos assistentes sociais da Prefeitura, como numa espécie de aluguel social. A partir da assinatura do Termo de Permissão de Uso (TPU), as famílias terão até dois anos para apresentar renda mínima para entrar num financiamento da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU). Caso não consigam, permanecerão pagando o aluguel social.Criada na década de 60, Nova Jaguaré, que ocupa área de 160 mil metros quadrados, figura entre as ocupações mais pobres da capital. A renda média do chefe de família na favela é de R$ 447 mensais.Segundo a arquiteta e urbanista Eliene Rodrigues, que trabalha no estudo, a informação dessa favela é uma das mais reais porque a ocupação está inteiramente inserida em um distrito fiscal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) - no quesito renda, o estudo da Prefeitura utiliza a metodologia do IBGE. "Há outras que, pequenas, se misturam ao bairro. Daí a renda média é contaminada", diz.   Um em cada seis paulistanos vive em favela Nas alças das marginais, 19 favelas de frente para caminhões Universitária descobriu `há pouco´ que vive em favela

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