GABRIELA BILÓ/ ESTADÃO
GABRIELA BILÓ/ ESTADÃO

Obras da Linha 4-Amarela serão retomadas em 15 dias, diz secretário

A previsão é de que as estações, prometidas para 2014, sejam concluídas em 2019

Felipe Resk, O Estado de S.Paulo

27 de julho de 2016 | 16h40

SÃO PAULO - Após um ano de paralisação, as obras para concluir quatro estações da Linha 4-Amarela do Metrô vão ser retomadas em agosto. O secretário Estadual dos Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, afirmou nesta quarta-feira, 27, que deu ordem de serviço para terminar as obras e que os trabalhadores voltarão à atividade em até 15 dias. A previsão é de que as estações, prometidas para 2014, sejam concluídas em 2019.

“Na semana que vem, ou no máximo em 15 dias, teremos a retomadas obras, com empregados trabalhando”, afirmou o secretário dos Transportes em entrevista à Rádio Estadão. “A partir do início da retomada, a Estação Higienópolis-Mackenzie deve ficar pronta em 12 meses. A Oscar Freire, em 15 meses. E a Estação São Paulo-Morumbi termina em 18 meses”, disse.

A última estação a ser entregue será a Vila Sônia, na zona oeste, cujo prazo de conclusão é de 36 meses, ou três anos, após o reinício das obras. Ela fará integração com terminal de ônibus. “Nós vamos trabalhar muito para cumprir esse novo cronograma, acreditamos que não vamos ter problemas”, afirmou Pelissioni.

O contrato para retomar e concluir a extensão da Linha 4-Amarela foi assinado há duas semanas no valor de R$ 858,7 milhões, com o consórcio TC-Linha, que é formado pelas empresas Tiisa S/A e Comsa S/A. Somado aos valores já executados, o custo total da obra será de R$ 1,1 bilhão, cerca de 55% mais caro do que o previsto.

Até julho de 2015, quando os dois contratos com a empresa Isolux Corsán foram rescindidos pelo Metrô por atrasos na execução, o custo total seria de R$ 706,9 milhões. Durante a vigência do negócio, o Metrô pagou à empresa R$ 236,9 milhões, 33,7% do total. Das cinco estações previstas, só a Fradique Coutinho foi entregue e entrou em operação em novembro de 2014.

Linha 5-Lilás. Pelissioni também afirmou que a Linha 5-Lilás é a “melhor obra” da Secretaria. A linha foi inaugurada em 2002 e, desde então, só abriu mais uma estação, a Adolfo Pinheiro, em 2014. As obras de extensão são alvo de questionamentos do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e de ação judicial do Ministério Público de São Paulo (MP-SP).

“É nossa melhor obra: nós temos 5.619 empregados trabalhando concomitantemente em 10 estações”, disse Pelissioni. Segundo afirma, 9 das 10 estações em obra serão entregues em 2017. Já a Estação Campo Belo deve ficar para 2018, após atrasos com desapropriações de terrenos.  

O secretário disse, ainda, que os 26 trens comprados para a Linha 5-Lilás estão sendo testados e funcionarão todos os dias da semana até o fim do ano. Eles foram adquiridos por R$ 615 milhões, em 2011, mas nunca chegaram a transportar passageiros. O MP-SP pede a condenação do Metrô e de oito agentes públicos, entre eles Pelissioni, pelo suposto abandono dos trens. “Vamos argumentar na Justiça para que o inquérito não avance”, afirmou.

Balanço. Na entrevista, o secretário abordou outras obras metroviárias. Após ser questionado por um ouvinte, que disse que não vê operários nos canteiros da Linha 6-Laranja, Pelissioni afirmou que 1,4 mil pessoas trabalham em 13 frentes de obra. Inicialmente previsto para 2018, o ramal só deve ficar pronto entre 2020 e 2021, segundo o secretário.

A Linha 13-Jade, da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), que vai ligar a zona leste de São Paulo ao Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, deve ser entregue em março de 2018, de acordo com Pelissioni - mais de três anos após a previsão inicial. “Cada mês, nós estamos avançando entre 3% e 4% e temos três estações em obras”, disse.

Em março de 2018, a gestão Geraldo Alckmin (PSDB) também espera entregar oito estações do monotrilho da Linha 15-Prata, até São Mateus. Segundo Pelissioni, as obras tiveram problema porque o solo não aguentaria o peso das estações. Já as obras da Linha 18-Bronze, que vai ligar a capital ao ABC Paulista, foram suspensas após o governo estadual não conseguir levantar recursos. “Não está esquecido. Pretendemos, quem sabe, no ano que vem iniciar essas obras”, disse Pelissioni.

 

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