Evelson de Freitas/Estadão
Evelson de Freitas/Estadão

Obra da Sabesp tira mais 200 mil pessoas do Cantareira na zona leste

Companhia afirma que ligação de adutoras na Vila Ema vai levar mais 500 litros por segundo para bairros que dependiam do manancial em crise, como Mooca, Vila Alpina e Sapopemba 

O Estado de S. Paulo

02 Junho 2015 | 16h52

SÃO PAULO - A  Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) informou nesta terça-feira, 2, que concluiu uma nova ligação entre duas adutoras na zona leste da capital paulista para levar mais 500 litros por segundo do Sistema Rio Claro para cerca de 200 mil pessoas que ainda são abastecidas na região pelo Cantareira.

Com a obra, o manancial mais atingido pela seca passa a abastecer cerca de 5,2 milhões na Grande São Paulo. Antes da crise, eram 8,8 milhões. Já o Sistema Rio Claro, que é o menor dos seis principais sistemas de abastecimento da Sabesp, será responsável pela demanda de 1,7 milhão de pessoas.

Segundo a Sabesp, a obra foi concluída no última sábado, 30, na Vila Ema, ampliando o transporte de água pelo aqueduto do Rio Claro, uma tubulação de 80 km de extensão que parte de Salesópolis, na porção leste da Grande São Paulo, até uma adutora na Mooca. Com isso, os bairros São Mateus, Vila Formosa, Vila Alpina e Sapopemba, além da Mooca, deixam de ser atendidos pelo Cantareira. 

Até 2013, de acordo com a companhia, o Cantareira fornecia cerca de 80% da água consumida nesses bairros, enquanto que os 20% restantes vinham do Rio Claro. A obra faz com que, agora, a divisão do abastecimento da região pelos mananciais seja inversa. A Sabesp não informou o valor gasto na obra.


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