Obra nas pistas de Cumbica vai afetar voos de madrugada

Alargamento de 45 para 60 metros permitirá pouso e decolagem dos maiores aviões do mundo; ampliação será concluída até a Copa

NATALY COSTA, O Estado de S.Paulo

06 de setembro de 2012 | 03h05

As obras de ampliação das duas pistas e do pátio do Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, vão restringir pousos e decolagens do terminal por três meses, no primeiro semestre de 2013. É possível que alguns voos sejam remanejados e alguns aviões tenham de voar mais leves, com menos passageiros ou carga.

A reforma vai começar em até nove meses, depois do período de chuvas em São Paulo e ainda na baixa temporada. Deve ser feita durante as madrugadas, da 0h às 6h - horário de menor movimento no aeroporto. A obra afetará pelo menos 75 voos, média de chegadas e partidas do período. Cumbica tem cerca de 52 movimentos (pousos e decolagens) por hora e até 63 operações em horários de pico.

As duas pistas do aeroporto serão alargadas de 45 para 60 metros e poderão receber o Airbus A380 (a maior aeronave comercial do mundo, que pode transportar entre 525 e 840 passageiros) e o Boeing 747-8 (até 467 passageiros). Uma companhia que opera no Brasil e tem o A380 é a Emirates. A empresa já manifestou interesse em usar o superavião na rota Dubai-São Paulo.

A Concessionária Aeroporto Internacional de Guarulhos S/A, nova administradora, ainda vai definir com a Aeronáutica e as companhias aéreas como será feita a interdição da pista.

A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) já havia tentado fazer obra semelhante e não conseguiu por pressão das empresas, que temiam cancelamento de voos e prejuízos. Conseguiu, porém, que os aeroportos de Fortaleza e Curitiba tivessem pistas interditadas e voos suspensos nas madrugadas para obras.

Cumbica vai ganhar ainda saídas rápidas (taxiways), o que deve aumentar a capacidade de movimentos por hora, uma vez que os aviões poderão sair mais rápido da pista.

Segurança. Também serão construídas resas - sigla em inglês para área de segurança no fim da pista, ou área de escape. É uma espécie de prolongamento da pista, com alto coeficiente de atrito e drenagem, para ser usado em emergências.

O aeroporto ganhará até a Copa um finger no Terminal 3 e 36 posições de estacionamento de aeronaves - 22 pontes de embarque e as demais, remotas.

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