Obra não sai do papel

CÓRREGO TREMEMBÉ

O Estado de S.Paulo

07 de janeiro de 2012 | 03h04

Há dois anos e meio denunciei o descaso da Subprefeitura Jaçanã/Tremembé com a situação do Córrego Tremembé, cujo muro de arrimo caiu, levando parte do meu muro, parte da casa da frente e um pedaço da rua. De lá para cá o problema não foi resolvido e a subprefeitura não limpou mais o mato que cresce na beira do córrego. Esse mato, próximo a uma casa condenada pela Defesa Civil e que não foi demolida, transformou o local num ponto de drogas. Minha casa foi assaltada duas vezes e tive de me mudar. Com a temporada de chuvas, a preocupação é de que o rio continue tragando rua e casas.

MARCOS C. S. JULIO / SÃO PAULO

A Subprefeitura Jaçanã/Tremembé esclarece que já há processo para obras de manutenção do muro de gabião, no trecho da Rua Benedito Antônio Gonçalves, nº 281. Sobre a casa citada, diz que a Defesa Civil realizou a demolição de trecho do imóvel que apresentava risco de desabamento. Em relação à limpeza do mato, informa que o setor de fiscalização foi acionado e realizará vistoria no local para notificar o proprietário e que a Polícia Militar (PM) deve ser acionada para tratar do problema com o ponto de drogas.

O leitor comenta: Até agora o processo de manutenção da obra não saiu do papel. De fato, foi feita a demolição de parte da casa, mas com a demora na manutenção do muro outras rachaduras apareceram e o desabamento do que sobrou do imóvel é questão de tempo. Com relação ao fato de acionar a PM para resolver a questão da segurança, como a casa está situada em área particular, a PM alega que nada pode fazer.

LÓGICA DA CET

Conversão proibida

A Rua Capepuxis, no Alto de Pinheiros, sempre proporcionou alternativas para se chegar à ponte da Cidade Universitária, evitando os congestionamentos frequentes da Praça Panamericana. Existe alguma lógica que esteja levando a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) a impedir as conversões à esquerda, que proporcionavam tal condição de se chegar à ponte? Os inúmeros cidadãos que se sentem prejudicados por essa medida agradeceriam receber da CET uma explicação plausível. Qual é o sentido?

BASILIO VIEIRA DA SILVA NETTO / SÃO PAULO

A CET informa que as alterações viárias na região do Alto de Pinheiros, incluindo as da Rua Capepuxis, foram realizadas para garantir a acessibilidade local e evitar que o tráfego de veículos de passagem pela Avenida Professor Fonseca Rodrigues em direção à ponte da Cidade Universitária utilize vias classificadas como "locais", que são aquelas que não possuem características estruturais para receber grande fluxo de veículos.

O leitor comenta: As vias que a CET está chamando de "locais" já vinham, há muitos anos, sendo utilizadas para fugir dos congestionamentos constantes da Avenida Professor Fonseca Rodrigues em direção à ponte da Cidade Universitária. Com o crescente aumento de veículos, mais ainda essas vias alternativas seriam úteis a tal finalidade. Portanto, eu e muitos moradores da região, que igualmente reclamam dessa alteração da CET, vemos essa medida como carente de lógica/nexo/sentido no que diz respeito ao atendimento da coletividade. A CET beneficia uns poucos em prejuízo de muitos. Esperamos que a CET reestude o assunto e volte atrás.

SABESP

Falta de água constante

Moro na Rua Tocantins 1, Jardim Horizonte Azul, em Itapecerica da Serra. Estamos sem água há 8 dias e já fizemos varias reclamações para a Sabesp, mas nunca obtivemos resposta. Já reclamei no Procon, mas teremos de esperar 10 dias. A situação é insustentável e precisamos do abastecimento imediato. E, mesmo sem abastecimento contínuo, a Sabesp envia a conta de água regularmente!

MINERVINA A. DE SANTANA

/ ITAPECERICA DA SERRA

A Sabesp informa que o abastecimento no local já foi normalizado e esclarece ainda que o imóvel da leitora está localizado em região de difícil abastecimento, onde há vários imóveis construídos irregularmente que se abastecem clandestinamente, causando prejuízo na pressão de água na rede para imóveis regulares. Por conta dessa situação, os pontos mais altos do bairro recebem água diariamente, durante um período do dia.

Informa que, no fim do primeiro semestre de 2012, serão concluídas obras da estação de tratamento de água de Embu-Guaçu, o que irá melhorar o abastecimento da região.

A leitora reclama: A água voltou somente nas noites de 24, 25 e 31/12 e 1.º/1. Fora esses dias, continuamos sem água. A situação está insuportável.

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