Obra importante atrasa até 14 meses na capital

Custos são ampliados em milhões de reais, como se viu no caso da ampliação da Marginal do Tietê

Caio do Valle e Tiago Dantas, O Estado de S.Paulo

25 Julho 2011 | 00h00

JORNAL DA TARDE

Os atrasos em obras planejadas para melhorar a vida de quem mora em São Paulo, como a da nova estaiada da Marginal, são cada vez mais visíveis. Algumas obras públicas de destaque atrasam até 14 meses, comprometendo a qualidade de vida na vizinhança, conforme mostra a análise do Jornal da Tarde de projetos da Prefeitura e do governo do Estado iniciados desde 2007.

Os atrasos podem render ainda custos extras milionários. Sozinha, a ampliação da Marginal do Tietê, prevista inicialmente para terminar no fim do ano passado, custará R$ 750 milhões a mais do que o R$ 1 bilhão orçado inicialmente. Para a urbanista Lucila Lacreta, diretora do Movimento Defenda São Paulo, a obra é um bom exemplo do que a falta de planejamento do poder público pode causar. "Foi um gasto absurdo e os problemas (de trânsito) continuam. Essas intervenções não estão inseridas no contexto urbano."

A reforma do Largo da Batata, em Pinheiros, na zona oeste, também está atrasada. Além de aguentar quase 40 meses de obras - 14 a mais do que o prometido -, comerciantes, pedestres e moradores da região estão descontentes com o resultado final. A Prefeitura diz que a primeira etapa da requalificação terminou em dezembro de 2010. Mas ainda falta a construção de um calçadão e de um terminal rodoviário integrado à Estação Pinheiros do Metrô.

Já na zona leste, a expectativa é grande para a inauguração do Complexo Viário Padre Adelino, no Tatuapé. Iniciada em 2007, a construção de um viaduto estaiado sobre a Avenida Salim Farah Maluf só deve terminar em agosto, dez meses após o prometido. Segundo o governo municipal, a demora se deve à complexidade da obra e a desapropriações. A retirada de casas do entorno resultou em um gasto extra de cerca de R$ 3,2 milhões para desapropriações nos últimos três anos.

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