Obra do Rodoanel Leste começa mês que vem. Pedágio no Trecho Sul, em julho

Cobrança terá início seis meses após assinatura do contrato da nova estrada, que deve ocorrer até o dia 6; valor será de R$ 2,20

Gustavo Uribe, Renato Machado, Rodrigo Burgarelli e Diego Zanchetta, O Estado de S.Paulo

27 Janeiro 2011 | 00h00

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou ontem que as obras do Trecho Leste do Rodoanel vão começar no mês que vem. De acordo com ele, o governo aguarda a assinatura do contrato com a concessionária vencedora da licitação para conceder a autorização para o início das obras. "A empresa tem 30 dias para assinar o contrato. Aí, começa a correr o tempo", disse. "Nós esperamos que em fevereiro sejam iniciadas as obras."

A obra será executada pelo consórcio SPMar, formado por duas empresas do Grupo Bertin. Ele foi o ganhador do leilão realizado pelo governo paulista no início de novembro. A licitação previa tanto a construção e concessão do Trecho Leste quanto a concessão do Trecho Sul, inaugurado no início do ano passado.

Neste último, o valor do pedágio será R$ 2,20 e as praças de cobrança começarão a funcionar em até seis meses depois da assinatura do contrato. Como a empresa foi considerada apta no dia 6, a assinatura deve ocorrer até o dia 6 do próximo mês - assim, o pedágio deve começar no final de julho ou início de agosto. Já no Trecho Leste, a tarifa prevista é de R$ 1,65, mas será reajustada pela inflação - a obra está prevista para durar 44 meses.

A empresa terá de investir R$ 4 bilhões para a construção da alça leste e R$ 1 bilhão para melhorias na parte sul. Até 70% desse valor poderá ser financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Além de arcar com a construção, a empresa terá de pagar R$ 370 milhões de outorga ao governo estadual.

Trajeto. O novo trecho terá 43,5 km e vai começar na interligação com o Trecho Sul, na saída da Avenida Papa João 23, em Mauá, na Região Metropolitana. O término será na Rodovia Presidente Dutra, em Arujá. A nova via passará por seis cidades: Ribeirão Pires, Mauá, Suzano, Poá, Itaquaquecetuba e Arujá.

Serão quatro acessos. Os motoristas poderão entrar ou sair da via na interligação com a Avenida Papa João 23, em Mauá; na Rodovia Henrique Eroles, em Suzano; na Ayrton Senna, em Itaquaquecetuba; e em seu final, na Dutra. O limite de velocidade será de 120 km/h, assim como nos já existentes Trechos Oeste e Sul. Estão previstos 14 pontes, 66 passagens inferiores, 18 passagens superiores, 10 passagens de veículos e 4 túneis. "A obra vai ligar o maior aeroporto do País (Cumbica) ao maior porto (Santos). Isso terá impacto na infraestrutura nacional", disse o secretário de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes.

Dificuldades. Para completar o anel ainda falta licitar o Trecho Norte, considerado o mais difícil. O projeto está na fase de realização de audiências públicas. Uma delas chegou a ser cancelada por causa de protestos contra o empreendimento. O Rodoanel terá 170 km.

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