Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Obra do Anhangabaú é adiada mais uma vez e fica para final de dezembro

Prefeitura de São Paulo diz que remodelação está ‘praticamente pronta’ e que reabertura do vale deve ocorrer após homologação da concessão; obra custou R$ 93,8 milhões

Priscila Mengue, O Estado de S.Paulo

30 de outubro de 2020 | 09h32

Prevista para esta sexta-feira, 30, a conclusão da obra de remodelação do Vale do Anhangabaú foi mais uma vez adiada pela Prefeitura de São Paulo, desta vez para 29 de dezembro. Esse foi o décimo aditamento do contrato da gestão Bruno Covas (PSDB) com o Consórcio Central, responsável pelos trabalhos, cujo custo total é de R$ 93,8 milhões, um aumento de 17,4% no valor previsto inicialmente.

O adiamento ocorreu após solicitação do consórcio em 16 de outubro, que alegou necessidade de fazer "ajustes e atividades complementares" e de "operação assistida" do funcionamento da fonte. 

Em setembro, o consórcio (formado pelas empresas FBS Construção Civil e Pavimentação S.A. e Lopes Kalil Engenharia e Comércio Ltda) havia pedido prazo ainda maior, até 28 de fevereiro, em que argumentava “diversas alterações no projeto”, referentes a redes de telecomunicações, água, esgoto, gás e energia, e efeitos da pandemia do novo coronavírus, a qual teria exigido o afastamento de parte dos trabalhadores. 

Em nota, a Prefeitura afirmou que a remodelação está “praticamente pronta”, mas que decidiu acatar o pedido de prolongamento da obra para garantir “a qualidade do resultado final”. Também destacou que a reabertura do espaço deve ocorrer de “forma segura, gradual e organizada”, após a homologação e assinatura do contrato do consórcio que venceu a concessão por 10 anos, o que também deve ocorrer em dezembro. 

O Consórcio Viaduto do Chá, vencedor da concorrência, pagará R$ 6,5 milhões à Prefeitura para ser responsável pela gestão, manutenção, preservação e “ativação” sociocultural do espaço, com a realização de apresentações musicais, workshops e oficinas. Além da área aberta do vale, a concessão inclui as Praças Ramos de Azevedo e do Patriarca, a escadaria da Rua Dr. Miguel Couto, o trecho da Avenida São João entre as Ruas Conselheiro Crispiniano e São Bento e as Galerias Formosa e Prestes Maia

O consórcio é formado pela empresa G2P Partners (antiga Von Glehn, Gobbo & Partner), especializada em Parcerias Público-Privadas (PPPs), e a Gmcom Eventos e Projetos Especiais (Grupo Maringá de Comunicação). 

O custo do contrato por 10 anos é avaliado em R$ 49,2 milhões, o que inclui despesas, investimentos e outorgas. "O projeto de concessão do Vale do Anhangabaú acarretará um benefício econômico de aproximadamente R$ 250 milhões por ano para os estabelecimentos do centro da cidade, além do aumento de cerca de 10 mil pessoas por semana circulando na região", alega a Prefeitura.

A mudança no Anhangabaú é uma das principais obras da gestão Covas, que tem a transformação do centro de São Paulo como bandeira. Nos últimos meses, contudo, ela foi alvo de críticas nas redes sociais e por parte da população, especialmente em relação à pavimentação de grande parte do espaço. 

Idealizado pelo escritório do arquiteto dinamarquês Jan Gehl, o projeto teve adaptações (especialmente pelo escritório brasileiro Biselli Katchborian) quando Fernando Haddad (PT) ainda era prefeito. Ele inclui a implantação de 852 jatos d’água, 852 pontos de iluminação cênica e 11 quiosques (de lojas, cafeterias e afins), além da realização de eventos diários.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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