FELIPE RAU/ESTADÃO
FELIPE RAU/ESTADÃO

Obra de ciclovia vai travar a Avenida São João até junho

Intervenção no centro da capital paulista diminuiu faixas para o tráfego de veículos e causa insatisfação em motoristas

Marco Antônio Carvalho, O Estado de S. Paulo

09 de maio de 2015 | 03h00


SÃO PAULO - As obras em andamento na Avenida São João, no centro de São Paulo, devem se estender por pelo menos mais um mês. Junho é o prazo final dado pela Prefeitura, que não informou um dia exato para a conclusão da implementação de uma ciclovia no canteiro central da avenida, no trecho sob o Elevado Costa e Silva, o Minhocão.

A reestruturação e o alargamento do canteiro central tornaram mais estreitas as pistas da avenida, fazendo com que se perdesse ao menos uma faixa em cada sentido; em alguns pontos, só há uma faixa livre para o tráfego. A situação existente desde o mês de janeiro, quando começaram as interdições, tem causado estresse em motoristas e usuários do transporte público que precisam passar pelo local. Enquanto não há conclusão das obras, a Prefeitura recomenda rotas alternativas, como o próprio Minhocão, nos horários permitidos, e vias menores por dentro do bairro de Santa Cecília.

A administração municipal estima que passem diariamente pelos dois sentidos da via, entre a Duque de Caxias e a Ana Cintra, 4,3 mil veículos das 7 às 10 horas e 5,2 mil, das 17 às 20 horas.

Com a diminuição temporária das faixas, as paradas de ônibus acabaram deslocadas para o lado direito, fazendo com que esses veículos voltassem a trafegar em meios a carros e motos e não mais na faixa exclusiva. No rush é impossível não notar a longa fila de ônibus formada em meio à desorganização do trânsito na região.

O comerciante Fabio Antonio Gilhardi, de 48 anos, passa de bicicleta pela região todos os dias. Ele elogiou a iniciativa de implementar uma ciclovia na avenida, classificando-a como necessária, mas criticou o andamento das obras. “O problema é a velocidade da construção. Você passa e não vê ninguém trabalhando. É uma obra que se arrasta por meses”, reclamou.

O taxista André Castanho, de 50 anos, demonstrou forte descontentamento com as interdições na avenida. Ele disse passar pelo local diversas vezes por dia, uma vez que seu ponto fica na Barra Funda, na zona oeste, cujo acesso é feito pela São João. “Isso aqui é ridículo. Só está nos atrapalhando. Em vez de dar mobilidade, está nos dando imobilidade”, disse.

Andamento. Passados quatro meses do início da obra, a São Paulo Transporte (SPTrans), uma das pastas responsáveis pela execução do projeto, estima que a implementação da ciclovia esteja em 70%. No local, já é possível ver algumas áreas pintadas de vermelho sob o Minhocão, outras estão com o alargamento do canteiro concluído. No entanto, ainda há espaços cercados por tapumes em que o canteiro está sendo quebrado. 

Em nota, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) disse entender que há um “impacto que causa prejuízo momentâneo” no fluxo viário e na dinâmica da região do bairro de Santa Cecília, “contudo, com ganho de qualidade do espaço após a conclusão dos serviços”. 

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