Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Obra contra crise fica pronta em agosto ou setembro, diz Alckmin

Governador admitiu atraso na entrega da ligação da Billings ao Alto Tietê, uma das principais apostas para combater a falta de água

Ana Fernandes e Juliana Diógenes, O Estado de S. Paulo

04 Maio 2015 | 12h36

RIBEIRÃO PIRES - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), participou na manhã desta segunda-feira, 4, da cerimônia de lançamento da obra que vai ligar a Represa Billings ao Sistema Alto Tietê, uma das principais apostas do governo estadual para combater a crise hídrica e que vai atrasar ao menos três meses. Antes prevista para fim de maio, a obra que acrescentará 4 m³/s à vazão do manancial, orçada em R$ 130 milhões pela Sabesp, deve ficar pronta apenas na segunda quinzena de agosto. No evento, o governador prometeu a obra para setembro, no máximo.

"Estou mais cauteloso", justificou Alckmin, em tom de brincadeira.

O projeto inicial era entregar a obra em duas etapas, cada uma acrescentando 2 m³/s de capacidade no fornecimento de água. Segundo o governo, optou-se agora por fazer em uma etapa só, com um canal apenas, mais largo, agregando de uma só vez a vazão de 4 m³/s.

Na semana passada, Alckmin chegou a negar que houvesse atraso na obra, mas admitiu nesta segunda-feira a demora, dizendo que o governo preferiu seguir todos os trâmites de licenciamento ambiental. A última licença para a obra, da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), saiu na última quinta-feira, 30, informou a Secretaria de Recursos Hídricos.

"A Billings é uma gigante, impressionante o tamanho da represa, então não há nenhum problema", disse o governador.

Alckmin repetiu a argumentação de que hoje o risco de racionamento é baixo e reforçou que, com todas as obras planejadas pelo Estado, "São Paulo ficará com uma superestrutura para enfrentar as mudanças climáticas e secas que possam acontecer" e destacou as obras do São Lourenço e de interligação com a Bacia do Paraíba do Sul. 

O governador evitou se comprometer, mas deu a entender que não trabalha com a hipótese de racionamento de água ao menos neste ano. "Embora a engenharia seja uma ciência exata, mas, como tem tantas interfaces, precisa ter cautela. Mas eu diria que todo trabalho está sendo feito para não ter racionamento, para não ter rodízio", afirmou.

Alckmin também reforçou o seu tradicional agradecimento à população que, segundo ele, tem contribuído bastante economizando água. O governador afirmou que 83% da população reduziu o consumo e garantiu a continuidade da política da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) de oferecer bônus para quem consumir menos. 

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