Obra abre espaço para novas restrições

Embora apoiem o projeto do novo terminal de cargas da Rodovia Fernão Dias, especialistas ouvidos pelo Estado acreditam que a cidade seria ainda mais beneficiada se a entrada de caminhões fosse proibida após a inauguração do entreposto.

Rodrigo Burgarelli, O Estado de S.Paulo

15 de maio de 2011 | 00h00

"Com o terminal e o Trecho Norte do Rodoanel, não há mais necessidade desses veículos entrarem na cidade", explica o especialista em transportes Jorge Hori.

Segundo ele, o terminal "já chega atrasado". "Isso já deveria estar sendo feito há muito tempo", afirma Hori. Ele diz que várias empresas privadas já construíram seus próprios terminais de logística nos mesmos moldes do planejado para a Fernão Dias, mas a maior parte das carretas que cortam a capital paulista pertence a caminhoneiros autônomos, que ficam sem ter a opção de descarregar a carga e evitar entrar na cidade. "Para esses caminhões, têm de ser uma iniciativa do poder público."

Hori também acredita que pátios assim também deveriam ser erguidos às margens das outras rodovias que cortam a cidade. No entanto, a Prefeitura de São Paulo não possui planos para construir outros terminais.

Já o especialista em logística Antonio Wrobleski acredita que isso não é necessário. "Basta o terminal estar perto do Rodoanel para que seja atraente para os caminhões que vêm de qualquer rodovia."

Wrobleski também apoia a ideia de intensificar a restrição dos veículos de carga com a entrega do novo terminal. "Você tem de ter a restrição, mas oferecendo também a solução, que é o terminal funcionando."

Contatado pela reportagem do Estado, o Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo (Setcesp) afirmou que ainda estava estudando o novo projeto e não se pronunciaria antes de completar a análise.

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