Oba, oba, oba Obama!

Como aquele jurado de programa de auditório que dá nota 10 logo para o primeiro candidato ao trono a se apresentar, Barack Obama não tem saída: vai dizer que a Dilma também "é o cara" - quer apostar?

TUTTY HUMOR, O Estado de S.Paulo

20 de setembro de 2011 | 06h04

A presidente tem bons motivos para estar radiante em Nova York: há pelo menos quatro dias perdeu contato com a base aliada de seu governo. Até depois de amanhã, afora um papo com o chato do Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU, a avó do Gabriel só vai sair do hotel Waldorf Astoria pro abraço.

Para quem ainda outro dia ocupava-se em trocar um amigo do Sarney por outro no Ministério, passar o domingo no Metropolitan Museum foi um sonho. À saída do almoço no Café Boulud, Dilma já nem lembrava direito o nome de sua ministra das Relações Institucionais. Alguns dias sem notícias de Ideli Salvatti dá nisso!

Por três vezes nesta viagem, a presidente pediu à filha que a beliscasse: capa da Newsweek, primeira mulher a abrir uma assembleia-geral da ONU, talvez cante um pedacinho de País Tropical em dueto com Obama no jantar de hoje em sua homenagem.

Visto assim do alto, de um ponto qualquer do Hemisfério Norte, o Brasil mais parece o céu no chão.

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