OAB-SP trocará a Sé por prédio na Brigadeiro

Nova sede terá acesso facilitado para carros; em área tombada, edifício ganhará teatro e praça

CAIO DO VALLE, O Estado de S.Paulo

12 de dezembro de 2012 | 02h06

Depois de 57 anos na Praça da Sé, o principal endereço da seccional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP) vai mudar. A partir de 2013, as diretorias do órgão passam a ocupar um imóvel maior do que o atual, já saturado. O edifício de 11 andares, na esquina da Rua Maria Paula com a Avenida Brigadeiro Luís Antônio, no centro, antes ocioso, será reformado e ganhará anexo com auditório e praça suspensa.

Vizinho a edifícios tombados, o imóvel foi aberto em 1957, tendo como projetista e responsável pela obra Eduardo Salem.

De inspiração modernista, mas sem estilo definido, os principais atributos da torre são a fachada arredondada e a visibilidade, uma vez que está voltada para o vale da Avenida 23 de Maio. É o que explica o arquiteto que assina a reforma, Marcel Monacelli. "A preservação dele é importante por sua história com a cidade, com a paisagem urbana." No mesmo quarteirão, está o edifício da Procuradoria-Geral do Estado, de estilo parecido.

"O entorno é tombado, inclusive o próprio prédio. Ele nem tanto por suas características arquitetônicas, mas pelo conjunto que forma", diz a secretária-geral adjunta da OAB-SP, Clemência Wolthers, supervisora das intervenções. A obra está programada para começar nos próximos meses e a entrega ocorrerá no fim do próximo ano. O edifício, que já foi ocupado pelo grupo Votorantim e por uma faculdade, foi comprado por cerca de R$ 15 milhões. Os recursos vieram do Conselho Federal da OAB.

Mais espaço. A intenção da seccional de São Paulo é ampliar a capacidade de atendimento e facilitar o acesso de carro à sede. O edifício usado hoje, ao lado da Catedral da Sé, fica num calçadão. "O prédio onde estamos foi inaugurado em 1955, e a nossa categoria cresceu muito de lá para cá. Carecemos de acomodações mais amplas", afirma o presidente do órgão, Luiz Flávio Borges D'Urso, cujo mandato acaba neste mês.

O imóvel da Sé continuará sendo usado pela OAB-SP, assim como os do Largo da Pólvora e do Pátio do Colégio, todos na região central.

Um anexo deve ser criado ao lado da nova sede, que terá 3,3 mil metros quadrados de área construída. Ali, diz o arquiteto Monacelli, haverá um auditório com capacidade para 280 pessoas e uma praça no último piso.

Ela será ligada ao prédio principal e a ideia é que sirva como uma área para relaxar. A expectativa é de que haja árvores e outras plantas no local, além de um cafeteria. Outra ideia é que as paredes dos prédios vizinhos voltadas para esse jardim ganhem pinturas.

Na calçada do prédio principal, será montada uma livraria e uma drogaria com descontos para advogados.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.