OAB-RJ critica OAB-SP por vetar obra da Bienal

O pedido do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, seção São Paulo, Luiz Flávio Borges D"Urso, de retirar as obras do artista pernambucano Gil Vicente da 29.ª Bienal ainda cria polêmica no meio jurídico. Ontem, o presidente da OAB do Rio, Wadih Damous, declarou-se contra a posição da entidade paulista. "Não acho que a pessoa vá sair matando depois de ver o quadro", disse Damous.

Nataly Costa, Camila Molina, O Estado de S.Paulo

22 Setembro 2010 | 00h00

Perguntado, D"Urso devolveu o questionamento. "Gostaria de ver a reação daqueles que defendem a ausência de limites para a expressão artística se suas mães fossem retratadas nuas em um prostíbulo. Continuariam com a mesma opinião?"

Manifesto. A inauguração para convidados da 29.ª Bienal de São Paulo, no Parque do Ibirapuera, estava marcada para ocorrer ontem, às 19h, mas desde as 16h um grupo de artistas começou a colocar quadros, fotos, esculturas e objetos criados por eles na calçada na frente do prédio. Tratava-se da manifestação "Mitos Vadios II", liderada pelo artista Ivald Granato. A manifestação reuniu cem participantes.

O manifesto, segundo Granato, tinha como objetivo fazer uma crítica à Bienal, que será aberta para o público no sábado e ficará em cartaz até dezembro. "Acho que está tudo bem com a Bienal, mas os artistas são representados por galerias e, então, a mostra não deixa de ser uma feira de arte", disse. "Não acho correto ter R$ 30 milhões para fazer uma mostra com os mesmos nomes e com obras que você pode ver num cemitério ou numa boate e que só um grupo de elite acha engraçado."

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