OAB e AMB divergem sobre atuação da defesa

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Associação de Magistrados Brasileiros (AMB) divulgaram notas ontem em que bateram de frente sobre a controversa estratégia de defensores no caso Bruno, que abandonaram o tribunal anteontem.

O Estado de S.Paulo

21 de novembro de 2012 | 02h04

O presidente da OAB, Ophir Cavalcante, apoiou a atitude dos advogados (Ércio Quaresma, Zanone Oliveira e Fernando Magalhães) e criticou a decisão da juíza de fixar em 20 minutos o tempo para que a defesa apresentasse o caso - o mesmo dado à promotoria. "É um desrespeito e uma forma de amesquinhamento do amplo direito de defesa."

Já o presidente da AMB, Nelson Calandra, disse que a atitude dos criminalistas era um "desrespeito ao Estado brasileiro". Também criticou o argumento de que 20 minutos seriam pouco tempo para a defesa. "Em um caso complexo, em que temos um homicídio sem corpo, quem deveria reclamar do tempo é a promotoria, que tem que provar o crime, e não a defesa", disse o magistrado. / ALINE RESKALLA

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