O voto envergonhado

Afora os sem-vergonha que declaram voto errado só pelo prazer de contrariar as enquetes de boca de urna, os institutos de pesquisa preveem uma dificuldade extra de prognósticos nesta reta final da campanha presidencial: estima-se que o surgimento de eleitores envergonhados da própria escolha possa comprometer de vez a credibilidade de todo e qualquer método de aferição da opinião pública. Tem gente por aí, dizem os entendidos na coisa, escondendo candidato no armário.

Tutty Vasques, O Estado de S.Paulo

21 de outubro de 2010 | 00h00

Quem já escolheu presidenciável, mas não se sente seguro para defendê-lo nem depois do terceiro chope, estaria preferindo dissimular seu voto até em roda de amigos. Nas atuais circunstâncias do debate eleitoral, convenhamos, só o voto nulo é bem aceito por todos. Alguém na mesa do bar diz "eu te entendo" e, dessa forma, o eleitor que não ousa dizer o nome de seu candidato se livra da pergunta que não quer calar em toda discussão política neste segundo turno: "Como é que você tem coragem de votar em alguém assim?!"

A boa notícia é que faltam só 10 dias para o País mudar de assunto. Política não é, decerto, o forte do brasileiro.

Mata os velhos!

Christiane Torloni toma chá nesta quinta-feira com os imortais na Academia Brasileira de Letras. Convém pedir reforço de guardanapo para a hora de molhar o biscoito.

Ah, bom!

Luciano Huck teve bons motivos para pagar R$ 600 mil num Audi A8. Pra começar, os bancos do carro são aquecidos e vibram na frequência de cinco opções de massagem. Irresistível!

Companheira quem?

Teve gente que saiu frustrada do encontro de Dilma Rousseff com artistas e intelectuais no Rio. Chico Buarque não levou a tal namorada, que todo mundo diz ser um espetáculo à parte.

Façam suas apostas

Tem bolão novo de artistas circulando no Projac: "Quanto tempo vai durar o namoro da Xuxa com o cantor sertanejo Victor Chaves, da dupla Victor & Leo?"

O sonho não acabou

Foi uma delícia a noite na fila dos ingressos para o segundo show de Paul McCartney em São Paulo. Como se não bastasse o frio da madrugada, um senhor de meia-idade cantou Let it be até o dia amanhecer.

Preço de banana

Segmentos do Ministério Público receberam com indignação a notícia de que uma juíza do Pará foi flagrada negociando liberação de liminar em troca de apoio a uma vaga de desembargadora no Tribunal de Justiça. "Tá barato pra caramba!" - reclamam em coro, como no bordão do comercial de TV.

A luta continua!

Jean-Claude Van Damme nega o enfarte que protagonizou na internet. A tal pontada no peito que deu origem ao boato foi, provavelmente, um chute mal ensaiado durante as filmagens de seu novo longa-metragem de pancadaria.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.