O viaduto que todos querem derrubar

As obras do Viaduto Diário Popular tiveram início na gestão do prefeito José Vicente Faria Lima, mas acabaram em 1969, na gestão de seu sucessor biônico, o prefeito Paulo Maluf. Uma estrutura de 540 metros ligando a Rua do Gasômetro à Avenida do Estado, o projeto foi apontado como desnecessário por alguns prefeitos que administraram a cidade e propuseram derrubá-lo.

O Estado de S.Paulo

30 de dezembro de 2012 | 02h00

Como o Elevado Costa e Silva, o Minhocão, projetado na gestão Faria Lima e tocado por Maluf, é uma das vias que mais provocam críticas dos urbanistas na cidade.

Em 1992, a prefeita Luiza Erundina iniciou as obras para demolir o viaduto. Ela pretendia reunir todas as secretarias municipais às margens do Tamanduateí, ao lado do Palácio das Indústrias, para onde havia acabado de transferir a sede do governo municipal. Dias depois, a demolição foi suspensa por força de uma liminar. Em 1993, Paulo Maluf, de novo à frente da Prefeitura da cidade, reinaugurou o viaduto e iniciou uma série de reformas para melhorar sua estrutura.

Em 2006, o prefeito José Serra (PSDB) voltou a promover a demolição do viaduto para revitalizar a região do Parque D. Pedro II. Segundo o prefeito, o viaduto cortava a comunicação entre o Mercado e o Museu da Criança, criado no Palácio das Indústrias. Apesar de todas as promessas, o viaduto segue de pé no centro de São Paulo.

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