O Sarney bolivariano

Reforço de peso

TUTTY HUMOR, O Estado de S.Paulo

20 de dezembro de 2012 | 02h02

O atacante Pato pode chegar depois do Natal para assumir a vaga de Adriano no departamento médico do Corinthians!

Fogo amigo

Expelido pelo ladrão da Agência Nacional de Águas, o ex-diretor Paulo Vieira entrou na disputa com Carlinhos Cachoeira e Marcos Valério pelo título de maior 'garganta profunda' do PT.

Marzão besta

Os últimos tremores de terra em Montes Claros reacenderam na população do norte de Minas a esperança de que um dia um tsunami decorrente dos abalos sísmicos leve o mar até aquela região.

Dosimetria global

Se o hacker que roubou fotos de Scarlett Johansson pegou 10 anos de prisão em um tribunal da Califórnia, francamente, até que o STF pegou leve com o José Genoino. Em outros tribunais, 6 anos e 11 meses é dosimetria para crime menor de voyeurismo na internet.

Poder de síntese

Do relatório inicial de 5 mil páginas, sobrou 1,5 página para contar a história da CPI do Cachoeira. A conclusão, a rigor, caberia em uma mensagem do Twitter, mas a turma resolveu mostrar trabalho.

Calma!

Falta ainda um dia inteirinho para o fim do mundo: aproveite!

Banana do Dinamite

As bananas que a torcida do Vasco está atirando no clube em protestos contra seu presidente não são, evidentemente, ato de racismo. Os caras estão danados com o banana do Dinamite!

O bigode de Nicolás Maduro, vice de Hugo Chávez, lembra um pouco, de fato, o de José Sarney na época de sua posse no Palácio do Planalto. Mas talvez parem por aí as semelhanças entre a agonia da Venezuela de agora e o Brasil de Tancredo Neves.

A começar por uma diferença básica na Constituição bolivariana: na impossibilidade de o presidente eleito - no caso deles, reeleito - tomar posse no próximo dia 10, seu vice terá de disputar eleições para assumir a Presidência!

E olha que, ao contrário de Sarney em 1985, Maduro é vice de um presidente (re)eleito pelo voto popular. Sarney, para quem não está bem lembrado, veio na aba de Tancredo escolhido pelo Colégio Eleitoral do Congresso.

Virou presidente interino com a internação do titular na véspera da posse, assumindo o cargo em definitivo após a morte do avô do Aécio no dia 21 de abril, dois meses depois do carnaval.

Entre uma coisa e outra, o brasileiro rezou e por fim chorou nas ruas de um jeito muito parecido com as imagens que chegam das manifestações populares em Caracas.

Fora isso e o detalhe do bigode dos vices, não cabem comparações: cada país tem o Tancredo Neves que merece!

Nação Corinthians

Revoltado com as críticas que recebeu em seu país ao estabelecer residência fiscal na Bélgica, o ator Gerard Depardieu vai deixar de ser francês. Capaz de virar corintiano!

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