O reencontro da identidade perdida em SP

De Tom para Antonio. O menino do cajueiro virou secretário de Brotas (SP)

Fábio Mazzitelli, O Estado de S.Paulo

09 de junho de 2011 | 00h00

Em 13 de junho de 1995, aos 10 anos, Antonio Izaías Barbosa Rodrigues da Costa despontou na TV no programa Brasil Legal, da Globo. Era um guia mirim articulado e sorridente que apresentava ao País o "maior cajueiro do mundo", em Pirangi (RN), sua terra natal. O jeito carismático de falar sobre a árvore o transformou no "Tom do Cajueiro".

O personagem, de sucesso imediato, instigou os sonhos e ampliou os horizontes de Antonio Izaías, mas também o fez sofrer no fim da adolescência. Tom tentou ser jornalista, artista de TV e, na vida adulta, entrou em depressão.

Ajudado por um turista do cajueiro que virou amigo de fé, aportou em Brotas, interior de São Paulo, para ajudar na campanha do atual prefeito da cidade. Novamente, obteve sucesso. Eleição ganha, virou secretário de Turismo, em 2009.

No cargo, ainda sob a sombra de "menino prodígio", Tom descobriu que queria de volta a vida de Antonio. Pediu para assumir uma pasta "mais técnica", menos midiática. Virou secretário do Desenvolvimento Econômico e começou uma faculdade. Está no 2.º ano de Psicologia e, aos 26 anos, diz ter reencontrado a identidade perdida. "Decidi que quero ser psicólogo e que seria uma pessoa normal", diz Antonio. "Faço um trabalho estritamente técnico. Hoje, lido com papéis, números e sou o cara que fica nos bastidores."

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