Felipe Rau / Estadão
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Greve em SP: o que motoristas e cobradores de ônibus pedem e o que já conseguiram

Após paralisação do dia 14, categoria obteve reajuste de 12,47%; grevistas reivindicam hora de almoço remunerada, além de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e plano de carreira

Redação, O Estado de S. Paulo

29 de junho de 2022 | 09h52

Depois de realizar uma paralisação no dia 14 de junho, motoristas e cobradores de ônibus retomam a greve nesta quarta-feira, 29, em São Paulo. Representantes da categoria argumentam que apenas uma parte de suas reivindicações foi atendida, como o aumento salarial, mas restam outros pedidos pendentes e, por isso, decidiram por nova interrupção das atividades.

Após a última paralisação, 15 dias atrás, o sindicato patronal concedeu reajuste de 12,47% no salário e vale-refeição. Agora, os trabalhadores pedem: hora de almoço remunerada, suspensão de desconto vale-alimentação em caso de falta por licença médica, Participação nos Lucros e Resultados (PLR), plano de carreira e melhoria da qualidade dos produtos incluídos na cesta básica.  

“As reivindicações não foram atendidas. O que está em ponto em discussão hoje é a PLR da categoria. Temos o horário de almoço que é descontado da hora extra da categoria. Eles dizem que dão uma hora, mas isso não acontece. Temos também a questão do desconto no vale-refeição”, afirmou Walmir Santana, presidente em exercício do Sindicato dos Motoristas e Cobradores. “Nós passamos por um período de pandemia onde ninguém pediu pra ficar doente e a primeira ação da empresa é punir o trabalhador com desconto do seu vale-refeição”, completou. 

Nova audiência com o sindicato patronal está agendada para às 15h na Justiça do Trabalho. Logo mais, às 16h, uma nova assembleia está convocada para decidir sobre a manutenção da paralisação. 

No dia 31 de maio, a SPTrans obteve decisão liminar na Justiça do Trabalho, que determinou a manutenção de 80% da frota operando nos horários de pico e 60% nos demais horários, sob pena de multa diária de R$ 50 mil. Nesta quarta-feira, a SPTrans disse que solicitou à Justiça aumento no valor desta multa, além de autuar as empresas pelo não cumprimento das viagens. Rodízio de veículos está suspenso; faixas e corredores de ônibus foram liberadas.

O Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo (SPUrbanuss) disse, em nota, que "lamenta mais essa paralisação dos motoristas e cobradores de ônibus, com terríveis consequências para a mobilidade da população". A entidade afirma espera que os profissionais do setor de transporte coletivo cumpram a determinação da Justiça de colocar em operação 80% da frota nos horários de pico.

 

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