Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

O que foi bem e o que mal no sambódromo do Anhembi, em São Paulo

Confira lista do 'Estado' que reúne o melhor e o pior da avenida

O Estado de S. Paulo

17 Fevereiro 2015 | 00h20

SÃO PAULO - O Estado preparou uma lista do que mais chamou a atenção durante o desfile das escolas de samba de São Paulo, que ocorreu no Anhembi. Confira o que funcionou e o que não deu muito certo no sambódromo:

FOI BEM

Simplesmente Elis
Com um samba-enredo dedicado a Elis Regina, a Vai-Vai emocionou o público, que cantou, pulou e chorou enquanto repetia trechos de Maria, Maria e de outras músicas que ficaram famosas na voz da cantora. A filha de Elis, Maria Rita, teve de respirar fundo para não chorar antes de entrar na avenida como destaque. No fim, teve de ser amparada. A bateria da agremiação também merece destaque.

Criatividade na entrada
A Unidos de Vila Maria voltou ao Grupo Especial neste ano e mostrou que não deve cair para o Acesso. A escola abriu o segundo dia no Anhembi com a comissão de frente mais criativa e surpreendente de 2015, que chegou em um Ford 1936 lotado de mafiosos. Teatral, o grupo interpretou cenas de ação com armas e dinheiro cenográfico.

Alegoria direto do Japão
A Águia de Ouro exibiu um carro alegórico trazido da cidade de Goshogawara, no Japão, que chamou a atenção dos espectadores. Iluminada e com a imagem de um samurai, a peça foi montada no Brasil por profissionais japoneses e encantou a comunidade do país que assistia ao desfile.

Musa do carnaval
Há 12 anos desfilando pela Gaviões da Fiel, Sabrina Sato era uma das beldades mais esperadas pelo público na avenida. Como madrinha de bateria, Sabrina mostrou o bronzeado e a boa forma com uma roupa que fazia referência aos naipes das cartas do baralho, tema da escola.

Senso de humor
Fechando as apresentações do Grupo Especial, a X-9 Paulistana abordou a crise hídrica de forma divertida. O quarto carro da escola contou com homens do Clube das Mulheres surfando no volume morto do Sistema Cantareira.

FOI MAL

Depois do horário
A Acadêmicos do Tatuapé foi a única das 14 escolas do Grupo Especial que encerrou o desfile fora do tempo permitido. Houve um princípio de tumulto quando os portões começaram a ser fechados, e alguns componentes choraram ao perceber que havia passado um minuto do tempo máximo. A agremiação será penalizada com a perda de 1,1 ponto por causa do atraso, o que acaba com o sonho do título.

Par de vasos
Ou seria melhor falar em trio de vasos? A história Alice no País das Maravilhas apareceu em alegorias de três escolas, deixando no público uma sensação de repetição. Rosas de Ouro, Império de Casa Verde e Gaviões da Fiel usaram os personagens do escritor Lewis Carroll para falar, respectivamente, de contos de fadas, sonhos e baralho de cartas.

Sonho psicodélico
Quem viu o carro alegórico da Império de Casa Verde que remetia ao universo infantil teve dificuldades para entender o que representava o castelo de doces sobre a tartaruga gigante, ladeada por fadas madrinhas. O animal era inspirado na fábula de Monteiro Lobato O Jabuti e a Peúva.

Será mesmo a Elis?
Um dos carros alegóricos da Vai-Vai exibia uma cabeça que imitava o rosto de Elis Regina, mas a cópia era bem diferente da imagem original. Só deu para entender por causa do contexto.

Momento de tensão
O último carro alegórico da Mancha Verde teve um princípio de incêndio quando encerrava o desfile, que foi rapidamente controlado. O incidente, porém, causou tensão nos componentes, que correram para conter a fumaça.

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