José Patrício/Estadão
José Patrício/Estadão

O que fazer no Tremembé

Os parques do Horto e da Cantareira ainda são as principais atrações da região

O Estado de S. Paulo

07 de setembro de 2015 | 20h04

Muito verde e ar bom, do tipo que dá gosto de encher o peito. O bairro do Tremembé, na zona norte paulistana, é a casa do Horto Florestal. Ainda conserva boa parte da vegetação de pé de serra e o relevo que fazem lembrar de alguma paisagem europeia – características que seduziram imigrantes na época de seu nascimento, por volta de 1890. 

Inicialmente constituído por fazendas de jesuítas e de personalidades locais, em especial Pedro Vicente de Azevedo (1844-1902) e sua mulher, Maria Amália Lopes de Azevedo, o Tremembé é resultado do retalhamento dessas terras, compradas por agricultores locais e estrangeiros que escolheram o lugar para viver no começo do século XX. 

O bairro sofreu ao longo do tempo as consequências velhas conhecidas do crescimento apressado, do desmatamento de mananciais, além do impacto do Rodoanel e das cheias e enchentes. No lugar de grandes sítios e chácaras, foram rasgadas ruas e há agora casas grandes e pequenas, condomínios de alto padrão e até prédios para abrigar os quase 200 000 moradores do distrito, que compreende o bairro homônimo e mais de sessenta outros. 

Mas ainda é uma região muito amada por seus moradores.

Passeios

Horto Florestal (R. do Horto, 931): o Parque Estadual Alberto Löfgren (Horto Florestal) ocupa uma área de 1,7 milhão de metros quadrados ao lado do Parque Estadual Cantareira. Tem ampla área para piquenique, parquinho com brinquedos infantis, pista de corrida e equipamentos para ginástica. O Museu Florestal Octávio Vecchi, conhecido como Museu da Madeira, foi inaugurado em 1931 e marca a passagem do Trópico de Capricórnio. Com mais de 700 peças, tem piso, forro e lustres feitos de pau-marfim, jacarandá paulista e imbuia. É o único museu especializado em madeira da América Latina.

Parque Estadual da Cantareira (R. do Horto, 1799): são 7 900 hectares de vegetação remanescente da Mata Atlântica – uma das maiores florestas urbanas do mundo, além de diversas espécies de animais ameaçadas de extinção. O bugio, o gato-do-mato, a jaguatirica, o macuco, o gavião-pomba, o jacuguaçu e o bacurau-tesoura-grande vivem no local. O parque é formado por diferentes núcleos, em que se pode optar por percorrer uma trilha, fazer piquenique ou curtir uma visão panorâmica de São Paulo.  

Casa de Cultura Tremembé (Av. Maria Amália Lopes de Azevedo, 190): oferece cursos e oficinas grátis para a comunidade nas áreas de dança, idiomas, artesanato, moda. Também promove feiras de artesanatos, exposições de trabalhos feitos pelos alunos e saraus de poesia e música. Nos anos 1920, pertenceu a um morador chamado Manoel Pontes que entre 1928 e 1930 fez funcionar no prédio uma sala cinema e de teatro. Era o tempo dos filmes mudos, em que a trilha sonora era executada ao vivo.

Paróquia São Pedro do Tremembé (Av. Maria Amália Lopes de Azevedo, 222): começou a ser construída em 1924 e está relacionada com a formação do bairro e seu desenvolvimento – nos anos 1920, quando a compra de terrenos dos loteamentos vinha sendo estimulada, os moradores ergueram a igreja e foram atrás de ligação de água e instalação de luz elétrica. 

Comes, bebes e compras

Quem corta o Tremembé na direção da Cantareira atravessa um misto de cidade do interior com bairro de classe média pacato aqui e bem desenvolvido ali. Há um comércio de bairro bem estabelecido e muitas lojas que atendem o morador e o dono de uma casa na serra. Desde marcas conhecidas e franquias, como Casa de Bolos (R. Mamud Rahd, 21) e

Espetinhos Mimi (Av. Maria Amália Lopes Azevedo, 550), passa por algumas referências locais, a exemplo do Terra Nova Bar e Cachaçaria (Av. Maria Amália Lopes Azevedo, 550), especializado na bebida, e da Mercearia do Biga (Av. Maria Amália Lopes Azevedo, 21), rotisserie e empório de ingredientes especiais, orgânicos, queijos e vinhos. 

Ao longo da Maria Amália Lopes de Azevedo, aliás, há de tudo um pouco: assistência técnica para eletrodomésticos na Tokio (número 535), materiais para construção na Gulfier (número 576), artigos para cama mesa e banho na Colchoaria Cantareira (674). Na rua do Horto, 314, há churrasqueiras, lareiras e fogões caipira. 

Tudo o que sabemos sobre:
BairrosSPTremembé

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.