Patrícia Cruz/AE
Patrícia Cruz/AE

O que fazer no Paraíso

O movimento é pautado pela avenida mais famosa da cidade, além de ótimos restaurantes e centros culturais

O Estado de S. Paulo

15 de setembro de 2015 | 09h46

Do centro para a zona sul de São Paulo, o Paraíso começou a tomar forma com o loteamento de terras de uma propriedade no final do século XIX. A chácara ficava entre duas vias que ligavam a Liberdade ao extinto município de Santo Amaro.

O bairro abriga a porção inicial da avenida Paulista. É atendido pela ciclovia e muitas linhas de transporte público. São inúmeros pontos de ônibus, além das estações Paraíso e Brigadeiro do metrô. O movimento geral é pautado pelos acessos à avenida mais famosa da cidade e todas as suas atrações – de centros culturais a cinemas, galerias de compras, livrarias e grandes lojas de varejo. Mas não é só isso. Pesa, e muito, a proximidade do corredor norte-sul, do Parque do Ibirapuera e o comércio da Bernardino de Campos e do Shopping Pátio Paulista. Outra referência importante em serviços são os complexos hospitalares dos hospitais Oswaldo Cruz, do Coração e da Beneficência Portuguesa.

Comes e bebes

É recomendável investir tempo e apetite nas expedições gastronômicas ao Paraíso. Os sabores libaneses ecoam com força nas receitas caseiras e acolhedoras das irmãs Olinda e Xmune Isper, do ótimo, diminuto e concorrido Tenda do Nilo (R. Coronel Oscar Porto, 638). O balcão árabe do Halim (R. Doutor Rafael de Barros, 56) também merece uma visita.

Sucesso na categoria bom e barato, no chinês Rong He são imperdíveis os guiozas – fica no 312 da Tutoia e é filial do restaurante da Liberdade. Ainda na seara oriental, dois japoneses especiais.

O Shin-Zushi (R. Afonso de Freitas, 169) é dos melhores da cidade e sobretudo para quem senta no balcão põe em evidência pratos quentes típicos, caseiros e, no sushi e sashimi, cortes bonitos e gostosos de pescados outros que não o salmão colorido artificialmente e onipresente nos combinados comuns. Para um dia em que a fisgada no bolso precisa ser menor, há o menos caro e bastante simpático Shigue (R. Sampaio Viana, 294).

A viagem dificilmente é perdida no Baby Beef Rubaiyat (Al. Santos, 86), se a fome é de carne vermelha no ponto certo. No Tandoor (R. Doutor Rafael de Barros, 408), as especialidades são indianas e os pães, típicos, são assados na hora.

No ponto final, com açúcar, as pedidas são os sorvetes de uma marca centenária, a Alaska, fundada em 1910. Ela trabalha à moda antiga, montando sobremesas para compartilhar, tipo banana split. Fica na rua Doutor Rafael de Barros, 70. Para pequenos bocados, a sugestão são os brigadeiros da Le Chef Gatô (R. Oscar Porto, 517).

À noite, fãs de MPB ao vivo costumam se acomodar nas mesas do Barnaldo Lucrécia (R. Abílio Soares, 207), para ouvir música, papear, beber cerveja de garrafa e comer sanduíche de filé-mignon, bolinho de feijoada ou dividir uma porção de carne seca com mandioca. 

Passeios culturais

O eixo que circunda o bairro de Paraíso, passando pelas avenidas Paulista, Brigadeiro Luís Antônio e Vinte e Três de Maio oferece uma profusão de programas legais de lazer e cultura.  O Centro Cultural São Paulo (R. Vergueiro, 1000) tem, além das bibliotecas e salas de leitura, acervo multimídia e uma abundante agenda de cursos, palestras e exposições, mais apresentações de dança, teatro e música.

 

Na Casa das Rosas (Av. Paulista, 37), mansão em estilo clássico francês construída na década de 30, funciona outro centro cultural. É o Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura, com saraus, peças teatrais, cursos e exposições. 

O Itaú Cultural (Av. Paulista, 149) também oferece espetáculos de música, dança e teatro. Abriga ainda salas de cinema e mostras de arte, tecnologia e literatura.

Completam o circuito as unidades do Sesc Vila Mariana (R. Pelotas, 141) e Paulista (Av. Paulista, 119). E sempre vale, é claro, caminhar, pedalar ou pegar o metrô para uma esticada até o Masp.

 

Pontos históricos e ao ar livre

Duas igrejas bastante tradicionais: a Catedral Nossa Senhora do Paraíso, fundada em 1952, fica em uma das ruas mais antigas do bairro (R. do Paraíso, 25). Em 1954, foi aberta ao público a imponente Catedral Metropolitana Ortodoxa. (R. Vergueiro, 1515).

A praça Oswaldo Cruz (entre as avenidas Treze de Maio e Paulista) simboliza a origem do Paraíso. Com seus singelos banquinhos, ela, bem como a Eisenhower (R. Curitiba), não se compara em arvoredo e infraestrutura aos vizinhos Parque do Ibirapuera e Trianon, esse mais para os lados do Jardim Paulista. De todo modo, aonde predomina concreto não se pode desprezar a sombra das árvores. Nem que seja pelo enfeite. 


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