Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

O que fazer no Jardim América

Primeiro área de loteamento planejado da cidade, o bairro foi concebido para abrigar residências de alto padrão em São Paulo

O Estado de S. Paulo

23 Novembro 2015 | 20h15

O Jardim América é um bairro nobre de São Paulo, localizado na zona oeste da cidade, entre Jardim Europa e Cerqueira César. É um distrito do Jardim Paulista e faz parte da região conhecida como Jardins, que concentra residências de alto padrão. É cortado por três grandes avenidas: Nove de Julho, Rebouças e Brasil. As estações Paulista, Trianon-Masp e Consolação estão próximas ao bairro, que ainda conta com inúmeros pontos de ônibus e cliclofaixas. Uma delas sai do cruzamento da Nove de Julho com a Honduras e chega até a praça Estilac Leal, ao lado do Parque do Ibirapuera. 

Projetado por urbanistas ingleses, o Jardim América é considerado o primeiro bairro-jardim da cidade e surgiu a partir de um loteamento coordenado pela Companhia City, que impôs uma série de medidas para garantir a qualidade ambiental, sanitária e visual dos imóveis construídos ali. Até por isso, as obras que deram origem ao bairro demoraram mais de uma década para serem concluídas. Começaram em 1913 e terminaram efetivamente em 1929. 

Hoje, o arborizado Jardim América é um dos pontos mais valorizados de São Paulo. É a casa do tradicional Clube Atlético Paulistano, de famílias abastadas e também de vários consulados, como o uruguaio, o chinês e o espanhol. 

Comes e Bebes

Quem tem vizinhos próximos como Jardim Paulista e Cerqueira César não pode reclamar de fome. Ambos oferecem bons restaurantes, lanchonetes e empórios. Mas o Jardim América também tem algumas opções, a exemplo da Galeria dos Pães (R. Estados Unidos, 1645) e da Z-Deli, na Gabriel Monteiro da Silva. A primeira é uma padaria que fica aberta 24 horas e é bastante procurada pela grande variedade de produtos de panificação, de empório e mercearia. Sempre lotada. No balcão de frios, da mortadela ao presunto cru italiano, os escolados atendentes não fazem cara feia para quem pede fatias superfinas. Oferece adega, minimercado e lanchonete. No piso superior, desde o fim da tarde e madrugada adentro, fazem sucesso os caldos e as sopas. 

Já a Z-Deli (Al. Gabriel Monteiro da Silva, 1350) é uma prestigiada deli que, junto da matriz, na Alameda Lorena, é uma das únicas casas da cidade especializadas em culinária judaica. Figuram entre as receitas servidas em esquema de bufê, sem frescura, especialidades várias a exemplo de bolo assado de frango (klops), gelfite fish (bolinho de peixe cozido), salada de pepino e iogurte e vareniques. Para fechar, cheesecake. 

Compras

Próximo a grandes avenidas como Paulista, Rebouças, Brasil e Nove de Julho, o Jardim América, embora tido como bairro residencial, está cercado de lojas e centros de compras. Para citar apenas duas, há a Rua Oscar Freire, com seu comércio de luxo, e o portfólio variado da Augusta. 

Na Avenida Paulista estão grandes galerias e shoppings, como o Cidade de São Paulo (Av. Paulista, 1230), o Top Center 3 (Av. Paulista, 2064) e o Conjunto Nacional (Avenida Paulista, 2.073) além de serviços bancários, restaurantes e feiras, como a de antiguidades, todo os domingos, no vão livre do Masp. 

Passeios e destinos culturais

Como a região é muito arborizada, uma bom programa é pegar a bicicleta e percorrer as ciclofaixas que ficam nos arredores. Além da já famosa ciclovia da Avenida Paulista, dá para usar a do Jardim Paulista, que tem 1,6 quilômetros de extensão e sai do cruzamento da Nove de Julho com a Honduras, passando pela Manuel da Nóbrega até chegar à Avenida Sargento Mario Kozel Filho, bem perto do Parque do Ibirapuera.  

A Praça General San Martin (confluência das ruas Jamaica e Guadalupe) tem um parquinho para as crianças e bancos para tomar ar fresco.

O Jardim América abriga ainda o tradicional Clube Atlético Paulistano (R. Honduras, 1400), a Sociedade Harmonia de Tênis (Rua Canadá, 658), a Escola Panamericana de Artes e Design (R. Groenlândia, 77) e a Igreja Nossa Senhora do Brasil (Praça Nossa Sra. do Brasil), que foi projetada em estilo colonial-barroco na década de 1940 e é muito procurada para casamentos.

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