NILTON FUKUDA/ESTADÃO
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O que fazer no Butantã

Cidade Universitária e Instituto Butantan dividem a preferência no bairro, que tem ainda muitos museus e grandes áreas verdes

O Estado de S. Paulo

16 Novembro 2015 | 16h38

O Butantã é um bairro e distrito da zona oeste de São Paulo.  Casa de mais de 50 mil moradores, a região é atravessada pelos quilômetros iniciais da Rodovia Raposo Tavares e cortada por grandes avenidas como a Corifeu, a Eusébio Matoso e a Vital Brasil. O bairro é atendido pela Linha 4-Amarela do Metrô e tem faixas de ciclovia – a Ciclorrota fica na Avenida Afrânio Peixoto e percorre vias como as ruas Gaspar Moreira e a Engenheiro Bianor.

O distrito surgiu da Fazenda Butantã, pertencente a um bandeirante português chamado Afonso Sardinha. Em 1607, ele instalou em suas terras o primeiro engenho de açúcar da cidade.  Como não tinha herdeiros, a propriedade foi passando de mãos em mãos até serem vendidas em 1915 para a Companhia City de Melhoramentos, responsável pela urbanização das margens do rio Pinheiros. Hoje, o distrito é formado por mais de vinte bairros, como Jardim Providência e Caxingui, além de ser lar do Instituto Butantã, fundado em 1901, e da Cidade Universitária.

Comes e Bebes

Ponto de encontro tradicional de estudantes, professores e grupos de amigos, o Rei das Batidas (Av. Valdemar Ferreira, 231) fica bem perto da USP e, como sugere o nome, é especializado no drinque batido em versões à base de vodca, vinho, espumante, saquê e cachaça. Para acompanhar, uma boa pedida pode ser a calabresa... no álcool. Outras atrações gastronômicas ficam nas docerias, cafés e restaurantes bacanas do Shopping Cidade Jardim (Av. Magalhães de Castro, 12000), como Adega Santiago, Bráz e Due Cuochi, e as sugestões mais populares da praça de alimentação do Shopping Butantã (Av. Prof. Francisco Morato, 2718). No primeiro piso, há uma unidade do Poncho Verde Grill & Beer, muito procurada no almoço durante a semana e para um chope de sexta a domingo.

Passeios culturais e ao ar livre

Vale muito a visita ao Instituto Butantan (Av. Vital Brasil, 1500). Inaugurado em 1901, sofreu um incêndio em 2010 que destruiu parte de sua coleção de répteis e aracnídeos. Hoje, além de centro de pesquisa e de um dos maiores produtores de vacinas e soros do mundo, o lugar é um importante ponto histórico e turístico. Tem museu, serpentário, a antiga casa que é a sede dos laboratórios e uma enorme área verde, um parque de 80 hectares. Durante o passeio, muita gente para e faz um piquenique.

A Cidade Universitária da Universidade de São Paulo (USP) também é uma importante fonte de lazer ao ar livre. E de cultura. Dezessete dos museus que fazem do Butantã o bairro campeão nesse tipo de equipamento na capital são ligados à faculdade, caso do Museu Oceanográfico  (Praça Oceanográfico, 191). Conheça todos os museus da USP neste link.

Dois outros pontos de interesse histórico, cuja gestão é responsabilidade do Museu da Cidade, se destacam entre as atrações do Butantã. Um deles é a Casa Sertanista ou Casa do Caxingui (Praça Dr. Enio Barbato, s/nº - Caxingui), uma construção do século XVII. Sua estrutura é característica das casas bandeiristas, com arquitetura em três lanços, telhado de quatro águas e paredes em taipa de pilão. A casa funciona como museu e já abrigou diversas exposições, mas está fechada para obras de restauro. A previsão é de que o local seja aberto à visitação em dezembro. A outra é a Casa do Bandeirante, na Praça Monteiro Lobato, que data do século XVIII. É usada para exposições que remontam a diferentes períodos da história paulistana. Tudo dentro de um casarão decorado com móveis antigos e aspecto de sítio setecentista às margens do Rio Pinheiros. 

No Parque Jardim Previdência (R. Pedro Peccinini, 88) tem um jardim aromático, área de estar com mesas para piquenique, trilas, aparelhos para ginástica e um Museu de Meio Ambiente. O prefeito Fernando Haddad também prometeu para o ano que vem um novo parque municipal na região, com 169 mil metros quadrados, área superior à do Aclimação, na zona sul. Ele ocupará a Chácara do Jockey, no Butantã.

Compras

Do comércio de rua à moda antiga, sobressai a Casa Tamoio de Ferragens (Av. Vital Brasil, 617). Fundada em 1948, a loja testemunhou o desenvolvimento do bairro desde a metade do século passado e faz parte da memória afetiva de moradores e expatriados. Ela oferece de tudo um pouco. De parafusos a enxadas, além de uma variedade de ferramentas destinadas a diferentes tipos de trabalho.

No Shopping Butantã (Av. Prof. Francisco Morato, 2718), são mais de 116 mil metros quadrados de área total construída, 250 lojas de diversos segmentos e uma praça de alimentação. Tem ambulatório, fraldário e estrutura para receber pessoas com necessidades especiais, por meio de empréstimo sem custo de cadeiras de roda e transporte executivo de vans. Os moradores também podem recorrer a outros dois centros de consumo bastante próximos: o tradicional Shopping Eldorado (Av. Rebouças, 3970) e o mais refinado (e caro) Cidade Jardim (Av. Magalhães de Castro, 12000).

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