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O que fazer na Vila Formosa

Os passeios mais interessantes pela tranquila região

O Estado de S. Paulo

30 Novembro 2015 | 18h16

A Vila Formosa é um dos bairros mais valorizados da zona leste e vive uma transição: as casinhas germinadas que conferiam um ar bucólico ao bairro vão, aos poucos, sumindo, dando lugar a condomínios de classe média e média alta. A atmosfera tranquila que pautou os primeiros anos de vida não desapareceu completamente. Ela ainda pode ser resgatada em algumas das mais de 110 praças da região, a exemplo de Sampaio Vidal e Tadashi Nishii.

O bairro surgiu depois de o sítio Casa Grande ter sido loteado na década de 1920. Um lixão manteve afastado os primeiros moradores, mas em meados de 1950 o desenvolvimento começou a tomar corpo – a primeira avenida asfaltada do bairro foi justamente a Rua Um, hoje Doutor Eduardo Cotching, em 1954. 

Comes e bebes

As poucas opções de restaurantes do bairro não chegam a empolgar. Ali perto, entretanto, há algumas casas interessantes. O Nikuya Espeto & Cia (R. Nísia Floresta, 102) oferece o tradicional churrasco coreano, além de outros pratos da cozinha oriental. Para lanches, uma sugestão é o Dapsss Dog (R. Doutor Carlos de Morais Andrade, 227). E não faltam padarias. Desde as mais novas, como a Boulevard de Ville Pães e Doces (Av. Doutor Eduardo Cotching, 1849), até verdadeiros “patrimônios”. A Guilherme Giorgi (Av. Guilherme Giorgi, 251) e a Casa Virginia (Al. Rainha Santa, 422) estão há mais de 50 anos  na zona leste.

Pontos históricos e passeios

Cemitério da Vila Formosa (Av. Flor de Vila Formosa) É a maior necrópole do país e da América do Sul. Mais em 1,5 milhão de pessoas foram enterradas nele. Inaugurado em 1949 e reformulado nos anos 70, ocupa um enorme parque de 760 mil metros quadrados. O local é bastante humilde em suas instalações. Sem grandes mausoléus, apenas cruzes, placas e oratórios bastante simples. Foram enterrados ali vítimas do incêndio do Edifício Joelma, de 1974, e do massacre do Carandiru, de 1992. Também teria sido usado como depósito clandestino de corpos de prisioneiros dos anos de chumbo. 

Igreja Nossa Senhora do Sagrado Coração (Av. Renata, 01): é a paróquia da padroeira do bairro, a Nossa Senhora do Sagrado Coração. Em 1945, a primeira parte do templo começou a ser construída. A segunda metade foi erguida entre 1949 e 1950. O atual prédio tem uma torre de 51 metros de altura, nave com 12 colunas e um carrilhão de 47 sinos de bronze. A imagem de Nossa Senhora do Sagrado Coração mede dois metros e trinta centímetros. É entalhada em madeira. Localizada no topo de um monte conhecido por "Colina Sagrada", está na mesma altura da Praça da Sé. As missas ocorrem todos os dias, em horários que variam das 7h30 até às 19h30. Aos domingos, às 10h30, a cerimônia é traduzida em LIBRAS. A igreja abre todos os dias, das 6h30 às 20h30.

Praça Sampaio Vidal: a mais querida e importante praça da Vila Formosa tem parquinho com trepa-trepa e balanços para as crianças se brincarem. O coreto dá um ar bucólico e interiorano ao local, que às sextas e aos sábados abriga uma simpática feira de artesanato (das 9h às 17h). Há também barracas de comidas de rua para matar a fome durante o passeio.

Compras

O principal centro comercial da região é o Shopping Anália Franco (Av. Reg. Feijó, 1739), que tem 402 lojas e nove salas de cinema e cerca de cinquenta sugestões de alimentação. Funciona de segunda a sábado, das 10h às 22h, e aos domingos, das 14h às 20h. Na própria Vila Formosa quem quer comprar pescados, frutas e legumes frescos se dirige ao mercado municipal Antônio Meneghini (Praça das Canárias,  s/n°). Inaugurado em janeiro de 1971, tem 21 boxes.

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