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O que fazer na Pompeia

Joia da zona oeste tem animada vida cultural, casarões antigos e até a nascente de um riacho

O Estado de S. Paulo

17 de agosto de 2015 | 18h29

De vizinhos numerosos (Perdizes, Água Branca, Sumaré, Vila Romana, Lapa e Barra Funda), a Pompeia é um tradicional bairro paulistano. Entre os regatos da  Água Preta e da Água Branca, ela nasceu com o nome de Vila Pompeia e cresceu no entorno de uma igreja. Isso tudo na década de 1920. A industrialização que marcou a história da zona oeste também pautou o crescimento da Pompeia - muita gente instalou-se por ali atraída pelo trabalho em fábricas como as da Companhia Melhoramentos e das Indústrias Matarazzo. Hoje, a região é constituída tanto por ruas residenciais, bastante tranquilas e arborizadas, quanto por trechos de escritórios modernos e agitada vida cultural e de lazer. A maneira mais fácil de se chegar, por transporte público, é desembarcar no Terminal Barra Funda e/ou utilizar o corredor de ônibus Pirituba-Lapa-Centro, que corta a Avenida Francisco Matarazzo. 

Veja a seguir um perfil do bairro, traçado a partir de suas principais atrações. 

Comes e bebes

Ponto de encontro dos mais tradicionais, o Tiro Liro Bar (R. Cotoxó, 1185) é muito procurado por causa do chope bem tirado e do farto balcão de acepipes e receitas com bacalhau. No Pé pra Fora (Av. Pompeia, Nº 2517), a cerveja de garrafa predomina sobre as mesinhas na calçada, lotadas principalmente nas tardes de domingo. Os encontros no Dita Cabrita (R. Barão do Bananal, 961) têm clima de romance. Para resolver a fome da madrugada, a Lanchonete do Souza funciona 24h todos os dias (Av. Pompeia, 1115). Também fazem sucesso o filé à parmegiana do Degas (Av. Pompeia, 796) e o La Maison de la Crêpe (Rua Coronel Melo de Oliveira, 608), de inspiração francesa. O brownie de chocolate da Primo Amore Gelateria coleciona admiradores (R. Barão do Bananal, 966).

Compras

O principal shopping da região é o Bourbon (R. Turiassú, 2100 ), onde há um impressionante edifício-garagem, quase 200 lojas e uma unidade do supermercado Zaffari. A padaria e o açougue estão entre os principais atrativos da marca e fazem uma legião de forasteiros se abalar de bairros distantes para fazer compras ali. Alternativa mais antiga, o West Plaza (Av. Francisco Matarazzo, s/n) foi fundado em 1991. Na Rua Afonso Bovero e na Avenida Pompeia, há um sortido serviços e lojas de rua de natureza variada: supermercados, roupas, sapatos, farmácias, academias e salões de beleza.

Passeios e atividades ao ar livre

A arborizada Pompeia é cheia de ladeiras bastante exigentes, mas quem vive por ali está acostumado e não se intimida. Casarões antigos e vilinhas residenciais, como o Jardim Anhanguera projetado nos anos 40 por Artacho Jurado, desafiam os tentáculos da especulação imobiliária. Passear para vê-los é um programa comum.

No ponto mais antigo do bairro fica a Igreja de Nossa Senhora do Rosário de Pompeia (Av. Pompeia, 1250), que surgiu como capelinha em 12 de outubro de 1922. O atual prédio é de 1928. O Hospital São Camilo, fundado pelos mesmos padres camilianos que cuidam da paróquia, é da década de 1950.

O maior espaço verde é a praça Homero Silva, perto do fim Avenida Pompeia. Recuperada há pouco tempo pelos moradores e o coletivo Ocupe & Abrace, ela passou a ser chamada de Praça da Nascente. Tem origem ali o riacho Água Preta. No quesito parque, contudo, o mais querido pelos moradores é o da Água Branca (Av. Francisco Matarazzo, 455). Inaugurado em 1929, pertence oficialmente a Perdizes. São 137 mil metros quadrados, feirinha de orgânicos com seu já tradicional café da manhã (aos sábados), espaço para piquenique, fazendinha, equitação, alamedas, lago de carpas e mais uma porção de atrações ao ar livre. 

 

Espaços culturais e de lazer

Os Mutantes surgiram no número 480 da rua Venâncio Aires, e a tradição roqueira rendeu ao bairro o apelido de "nossa Liverpool". Atualmente, o Garage Estudio & Bar (R. Tucuna, 994) e a balada Milo Garage (Av. Pompeia, 1681) fazem bom papel de representantes do estilo. 

No primeiro semestre, ocorre a já consagrada Feira de Artes, que espalha dança, música e artesanato pelas ruas. No segundo, tem vez o Deu Jazz, no mesmo esquema a céu aberto. Os dois eventos são realizados pelo Centro Cultural Pompeia. Em artes plásticas, é referência a galeria Ornitorrinco (Av. Pompeia, 520), especializada em ilustrações. Mas reduto cultural insuperável é mesmo o Sesc Pompeia (R. Clélia, 93). Com arquitetura de Lina Bo Bardi, oferece festas, shows e exposições para todas as idades. Atrai mais de um milhão de visitantes por ano.  

Têm sede na Pompeia, ainda, a companhia de teatro Núcleo Bartolomeu de Depoimentos (Rua Doutor Augusto De Miranda, 786) e os grupos teatrais do Espaço Mínimo (Rua Barão do Bananal, 854). E mais: uma das principais escolas de samba da cidade, a Águia de Ouro, nasceu na praça Judiveck em 1976. Hoje a quadra fica no número 83 da Avenida Presidente Castelo Branco.

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