Clayton de Souza/Estadão
Clayton de Souza/Estadão

O que fazer em Santana e no Jardim São Paulo

Bairros da zona norte oferecem tradição, novidade e um mirante com vista panorâmica

O Estado de S. Paulo

03 Novembro 2015 | 16h03

Mais de 110 mil pessoas vivem hoje no distrito de Santana, na zona norte da cidade. Seu principal bairro (de mesmo nome) é um dos maiores, mais importantes e antigos de São Paulo. Teve início ainda na época colonial, como fazenda de jesuítas. Isso foi em 1673. Depois da expulsão dos religiosos do Brasil, o local foi dividido em várias chácaras e assim passou a adquirir os contornos de um povoado rural, de desenvolvimento contido e poucos moradores. Assim foi até pelo menos meados do século XVIII.

Já habitaram a localidade o naturalista José Bonifácio de Andrada e Silva (1763-1838), o Patriarca da Independência do Brasil, e o piloto Ayrton Senna (1960-1994), hoje homenageado com uma estação na linha 1 do metrô (Jardim São Paulo - Ayrton Senna). 

Fundado em 1938, aliás, o Jardim São Paulo divide com Santana o protagonismo da região e se distingue pelo perfil de alto-padrão. Ele abriga uma unidade do Sesc e o Mirante de Santana. 

Atrações locais. Saindo do subterrâneo por qualquer uma dessas duas estações (Jardim São Paulo e Santana), dá para conhecer diversas atrações gastronômicas. Algumas são veteranas, caso do quarentão Bar do Luiz Fernandes e seu famoso bolinho de carne. Em outro extremo, a novata pizzaria Graça di Napolli foi aberta em 2014 e já coleciona admiradores. 

Entre os pontos importantes, figuram ainda o Parque da Juventude e o aeroporto Campo de Marte, o primeiro de São Paulo e que atualmente detém o maior movimento de pousos e decolagens de helicópteros da capital. Enquanto isso, no sambódromo do Anhembi, todos os anos diversas escolas disputam o título do Carnaval.

Comes e bebes

Restaurantes: destacam-se duas casas de comida árabe. Funcionando há mais de meio século, a Casa Garabed (R. José Margarido, 216) é um dos mais antigos e tradicionais estabelecimentos do bairro. Já a Casa Libanesa (R. Salete, 186) abriu em 2005, mas conquistou fãs com suas esfihas de massa crocante. 

No quesito pizzas e massas, a tradicional rede Babbo Giovanni tem um salão na Rua Alfredo Pujol, 668. São disputadas as mesas da Julia (R. Francisca Júlia, 465) e da pizzaria Graça di Napolli (R. Doutor César, 704), uma das melhores da cidade. Dando uma volta no mundo gastronômico, chega-se ao popular rodízio de sushi e sashimi do Dhaigo (R. Francisca Júlia, 107).

Bares: são famosos pelos salgados os dois endereços de propriedade de Idalina e Luiz Fernandes. É sempre um desafio conseguir lugar no Bar do Luiz Fernandes (R. Augusto Tolle, 610), que começou como empório em 1942 e virou boteco em 1970, sempre nas mãos da mesma família. Já na “caçula” Cervejaria do Luiz Fernandes (Av. Engenheiro Caetano Álvares, 5470), o espaço é mais generoso e a missão não é tão difícil assim. Em qualquer uma das duas casas a estrela mais brilhante é o bolinho de carne bem temperada, crocante por fora e úmido por dentro. 

Seguindo pela Caetano Álvares, ainda é possível encontrar outros bons endereços para beber e petiscar. O Caetanos's Bar, no número 5496, tem como destaque o chope e as cervejas artesanais. Já a Estação Mandaqui (5544) atrai um público jovem com bandas que tocam sertanejo e pagode. 

Passeios e atividades culturais

Mirante de Santana (Praça Vaz Guaçu, s/nº): sede do Instituto Nacional de Meteorologia no município de São Paulo, é ali que todos os dias é medida a temperatura oficial da cidade. A uma altura de quase 800 metros acima do nível do mar, na vista panorâmica dá para contemplar toda a zona norte. 

Museu Aberto de Arte Urbana (Av. Cruzeiro do Sul, 2611): não é um museu convencional. Suas obras de arte são os grafites exibidos nas 33 colunas que sustentam os trilhos do metrô de São Paulo. Entre os nomes que participaram do projeto estão Binho Ribeiro, o idealizador do museu, e Akeni, Zezão, Presto e Anjo. 

Paróquia Santa Terezinha (Praça Domingos Correia da Cruz, 140): bastante procurada para casamentos, a igreja foi construída entre 1924 e 1927. Ela é fruto de uma promessa do Padre Luiz Marcigaglia, naquele tempo Diretor do Liceu Coração de Jesus, pela proteção dos alunos durante a revolução de 1924. Há missas todos os dias, entre 7h30 e 19h30.

Parque da Juventude (Av. Cruzeiro do Sul, 2630): inaugurado em 2003, fica no mesmo terreno onde funcionava o Complexo Penitenciário do Carandiru. No lugar dos pavilhões surgiu uma imensa área de lazer, uma biblioteca e um dos principais espaços ao ar livre da cidade. 

Sambódromo (Av. Olavo Fontoura, 1209): projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, o Sambódromo, ou Polo Cultural e Esportivo Grande Otelo, começou a ser construído ainda na gestão da da então prefeita Luiza Erundina e foi inaugurado em 1º de fevereiro de 1991. Além dos desfiles das escolas de samba de São Paulo, recebe outros grandes eventos, como a parada militar em 7 de setembro e shows internacionais. 

Sesc Santana (Av. Luiz Dumont Villares, 579): inaugurado em 2005, oferece cursos, ginásio poliesportivo coberto e piscina semiolímpica. Tem ainda um bom teatro a preços populares. Fecha às segundas. 

Teatro Alfredo Mesquita (Av. Santos Dumont, 1770): inaugurado em 1° de dezembro de 1988, foi assim nomeado em homenagem ao teatrólogo Alfredo Mesquita (1907-1986), fundador da Escola de Arte Dramática. Passou por uma grande reforma em 2012 e hoje, com uma orquestra própria de vinte músicos, apresenta espetáculos musicais, de dança, adultos e infantis.

Compras

O principal centro de compras é o Shopping Center Norte, que concentra mais de 300 lojas. Especializado em mobiliários e itens para a casa, o Lar Center também atrai compradores de toda a cidade. 

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