O que é privado e o que é público? Ainda vamos descobrir

Em 2008, durante as eleições para presidente nos EUA, o e-mail da candidata à vice-presidência do Partido Republicano foi invadido - e de uma forma nada sofisticada. Um universitário entrou no site que hospedava o e-mail, o Yahoo, e, como se fosse a própria Sarah Palin, pediu que a senha fosse recuperada.

Alexandre Matias, O Estado de S.Paulo

04 de agosto de 2011 | 00h00

É um procedimento padrão desse tipo de serviço: você esquece a senha e pede para criar uma nova. A empresa que oferece o serviço faz algumas perguntas que foram feitas quando a pessoa criou o e-mail. No caso de Palin, o programa perguntava qual era sua data de nascimento, seu código postal e em qual data ela conheceu o marido. O estudante só precisou usar o Google para descobrir as respostas e "hackear" o webmail da então candidata à vice-presidência dos EUA.

Não foi um caso isolado. Uma invasão um pouco mais sofisticada fez a conta do Twitter do canal de notícias americano Fox News anunciar que o presidente Barack Obama havia sido assassinado no último 4 de julho. E instituições como o site WikiLeaks e o grupo de hackers Anonymous vêm provocando os limites da vida digital.

O recente escândalo que resultou no fechamento do centenário jornal inglês News Of The World também é outro exemplo do que pode acontecer quando as duas partes da vida dupla que o mundo digital nos obriga a levar - online e offline - chocam-se de forma abrupta. O que é privado e o que é público? O que deve ser divulgado e o que deve ser protegido? O que é de interesse público e o que é segredo de Estado? Questões que ainda estamos descobrindo nesse novo século.

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