O que dizem candidatos a governador em SP e RIO

GERALDO ALCKMIN

, O Estado de S.Paulo

20 de setembro de 2010 | 00h00

PSDB

Desenvolvimento e gestão da metrópole

Hoje, o mundo é urbano e metropolitano. As regiões metropolitanas são municípios sinérgicos, conurbados, que vivem a mesma realidade econômica e social. Por essa razão, os grandes desafios dos governantes estão nas metrópoles, seja em São Paulo, Nova York ou Campinas. E isso exige políticas com visão metropolitana, rapidez nas ações, articulação entre municípios vizinhos, sociedade civil e empresas. O instrumento que pretendo usar para enfrentar essa realidade é transformar a Secretaria de Transportes Metropolitanos em Secretaria de Desenvolvimento e Gestão Metropolitana para articular ações nas áreas de transporte, segurança, saúde, saneamento e outras com enfoque metropolitano.

ALOIZIO MERCADANTE

PT

Interiorizar economia e repensar regiões

O Estado de São Paulo cresce de forma desordenada por falta de planejamento, lentidão na execução de obras de infraestrutura e ausência de diálogo com as prefeituras. A divisão de riqueza é desigual: 443 cidades representam 5% do PIB. O resultado é um esvaziamento econômico e demográfico do interior. Na outra ponta, um crescimento caótico da Grande São Paulo, cidades próximas a Campinas e Baixada Santista. Temos de interiorizar a economia e repensar e reorganizar as regiões metropolitanas. É preciso criar uma agência e um fundo de desenvolvimento para adotar um Plano Diretor Metropolitano, sempre colocando as ações em prática com diálogo.

SÉRGIO CABRAL

PMDB

Investimentos na região metropolitana

No caso do Rio, a região metropolitana tem um papel muito importante e de grande concentração urbana e demográfica. Nós estamos, na área ambiental, com uma política muito agressiva de extinguir os lixões, fazendo aterros sanitários consorciados. Nós estamos com uma política muito agressiva junto às prefeituras e o governo federal, muito positiva, para enfrentar a carência habitacional. E não tenho dúvida de que com a qualificação da mão de obra, que nós estamos investindo muito, com oferta de melhor qualidade em educação e em saúde, a vida na região metropolitana do ponto de vista ambiental, social, empregatício e de lazer estará bem melhor nos próximos quatro anos.

Fernando Gabeira

PV

Formar consórcios intermunicipais

A região metropolitana do Rio concentra a maior parte do déficit habitacional do Estado. Estima-se que este se situe no patamar de 500 mil moradias, 380 mil na região metropolitana. É o maior desafio na equação do problema habitacional e reclama políticas integradas, pois uma política para habitação não pode deixar de levar em conta outros fatores essenciais à qualidade de vida: transporte, educação, saúde, meio ambiente, etc. Não há outra saída a não ser a formação de consórcios intermunicipais que possam administrar a gestão dos problemas das cidades envolvidas neste processo. Considero este um dos maiores desafios para qualquer administrador em qualquer nível de poder.

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