'O que deu errado foi o tiro que ele deu na menina', diz coronel

O comandante afirmou que os policiais decidiram entrar no imóvel após ouvirem um disparo

17 de outubro de 2008 | 19h14

O coronel Eduardo José Félix, comandante do Batalhão de Choque da Polícia Militar que comandou a negociação do seqüestro de Eloá, de 15 anos, afirmou que 'o que deu errado foi o tiro que ele deu na menina'. A afirmação foi feita durante entrevista coletiva após os policiais do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) invadirem o apartamento onde ela era refém pelo ex-namorado, Lindembergue Alves, de 22 anos. Eloá levou dois tiros - um na cabeça e um na virilha - e seu estado de saúde é grave. Nayara, de 15 anos, também saiu ferida do apartamento. Ela teria levado um tiro e a bala teria ficado alojada.   Veja também: Polícia invade, reféns são levadas e seqüestrador é preso 'O que deu errado foi o tiro que ele deu na menina', diz coronel Armas de policiais e seqüestrador são apreendidas para perícia Confira cronologia do seqüestro  Seqüestro em Santo André é o mais longo registrado em SP Pai de Nayara diz que foi ‘expulso’ pela PM de escola Jovem disse que ia matar ex-namorada se polícia invadir o local  Galeria de fotos do seqüestro    Segundo ele, os estilhaços da bomba utilizada para abrir a porta do apartamento machucaram a segunda refém, Nayara, na boca. "Mas ela está bem', afirmou. As duas meninas foram levadas ao Centro Hospitalar, no centro de Santo André, no ABC paulista. Lindembergue saiu ileso e foi encaminhado ao 6ºDP, da Vila Marrey, de onde seria levado ao Instituto Médico Legal (IML).   O comandante afirmou que os policiais decidiram entrar no imóvel no início da noite desta sexta-feira, 17, após ouvirem um disparo. Segundo ele, o auxiliar de produção portava um revólver calibre 32, com cinco cartuchos deflagrados. O coronel Félix afirmou que um tiro foi ouvido e por isso o Gate invadiu o apartamento. Apesar disso, ele não admitiu ter escutado os disparos. "Se o chefe (do Gate) diz que ouviu disparo, é preciso acreditar nele e invadir", declarou.   Na coletiva, o coronel afirmou que durante todo o caso a polícia tentou nefociar com o seqüestrador para que os reféns fossem libertados em segurança. No entanto, ele contou que o comportamento de Lindembergue variava muito. "É difícil negociar com uma pessoa que quer se matar e quer matar a parceira", disse.   O seqüestro teve início na segunda, 13, e durou mais de 100 horas. Alves invadiu o apartamento do Conjunto Habitacional de Santo André por estar inconformado com o fim do relacionamento com Eloá.    

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