O que aluno deve saber divide opiniões

Definir claramente o que uma criança precisa saber para ser considerada alfabetizada. Esse é o ponto de maior polêmica quando se discute a idade certa para a alfabetização.

Paulo Saldaña, O Estado de S.Paulo

12 de julho de 2013 | 02h04

Para o professor João Batista Araujo e Oliveira, presidente do Instituto Alfa e Beto, a discussão em relação à idade esconde o principal: o que acontece nas aulas e nas escolas. "O problema não é só treinar professor, mas a definição do que é alfabetizar, o que tem de ensinar e o que a criança tem de saber", diz. "Em vez de discutir esses parâmetros, ficamos no debate entre 6, 7 ou 8 anos. O que parece uma briga política para diferenciar o programa de São Paulo do federal", diz ele.

A consultora em educação Ilona Becskehazy também insiste na definição. "É fundamental que o governo do Estado defina o que seja estar alfabetizado", diz ela. Para Ilona, é necessário que haja mais investimento e regime de colaboração entre Estado e municípios. "Para garantir que ninguém fique para trás", completa ela.

A coordenadora de Informação, Monitoramento e Avaliação Educacional da Secretaria de Educação, Maria Lucia Guardia, afirma que os parâmetros de alfabetização adotados nas metas não serão baixos. "O governo federal não tem gestão direta da escola, está lidando com o Brasil, que tem diversidade. Quando a gente estabelece o compromisso de 7 anos, lida com fatos concretos, em cima do trabalho das escolas."

Diagnóstico. Angela Dannemann, da Fundação Victor Civita, entende que o governo pode ter desafios de ter bons resultados nas desigualdades do Estado. "O Ler e Escrever tem uma formação de professores boa, já testada", destacou. "Usar a prova como diagnóstico, antes de atuar de determinada maneira, é muito importante."

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