'O procedimento é muito demorado'

"Há cerca de um mês, meu tio, de 55 anos, morreu em casa. Ele morava com minha avó, que tem 91. Acho que ela ficou em estado de choque e acabou não avisando ninguém. Por isso, só descobrimos o que aconteceu no dia seguinte.

O Estado de S.Paulo

06 Março 2012 | 03h04

Era sexta-feira à noite. Como não sabia o que fazer, liguei para a polícia. Mandaram uma viatura na casa dela para constatar se era morte natural. Depois, fui à delegacia e registrei o boletim de ocorrência. Só mais tarde é que acionaram o Serviço de Verificação de Óbitos (SVO). Acabei descobrindo que é esse o procedimento, apesar de achar superdemorado. Eram 21h. O SVO chegou à 1h do dia seguinte. Isso porque tínhamos um conhecido com bons contatos. No site, há a informação de que a espera média é de quatro horas.

O corpo dele foi levado ao Instituto Médico-Legal (IML). E, acredite, só foi liberado por volta do meio-dia do sábado. Isso porque meu tio estava morto desde quinta-feira. Em função de tudo isso (o corpo estava bem deteriorado), o velório dele só durou duas horas. É muito sofrimento. Acho que todo o sistema deveria ser modernizado e alguns casos devem merecer prioridade."

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