'O problema é que somos maltratados'

Passageiros se queixam de falta de informações por parte da Gol, da espera pelos voos e de compromissos Perdidos

Lígia Formenti, Pedro Dantas e Nataly Costa, O Estado de S.Paulo

03 de agosto de 2010 | 00h00

A tarde foi de confusão nos saguões dos principais aeroportos do País. Em São Paulo, um voo da Gol que iria de Guarulhos para Vitória às 11h foi cancelado por falta de tripulação e os passageiros foram para Congonhas, de onde seguiriam viagem pela TAM. A companhia não conseguiu acomodar todos no voo das 17h e o próximo só sairia às 22h20. "Será que vamos conseguir decolar? Estão mentindo para a gente!", dizia o técnico em eletrônica Rodrigo Bonome.

Vindo de Londres, o motorista Celso Vasconcelos perdeu o primeiro dia de férias no Brasil. "O problema não é o atraso, é que somos maltratados", disse ele, reclamando que a Gol não havia oferecido alimentação a ninguém do grupo.

Brasília. Também clientes da Gol, passageiros não escondiam a revolta com a falta de informações no Aeroporto Juscelino Kubitschek. "Fiquei sabendo das mudanças constantes de horário pela tela de voos. Não houve nem explicação nem um pedido de desculpas", afirmava o médico Lupicínio Torres, que veio de João Pessoa passar o fim de semana. Seu retorno estava marcado para 7 horas de ontem. "Um dia perdido no aeroporto e, para eles, é como se nada estivesse acontecendo", disse.

Rio. Uma decolagem para Buenos Aires, com escala em Porto Alegre, na madrugada de ontem, foi cancelada e revoltou os passageiros. A Gol acomodou a maioria em um hotel na Tijuca, mas houve quem preferisse dormir no aeroporto. /

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