O poeta e os livros do mosteiro

Pouca gente sabe, mas o poeta curitibano Paulo Leminski (1944-1989) deve parte de sua formação ao Mosteiro de São Bento, marco do centro paulistano. Atraído pela rica e erudita biblioteca - na época, já com 70 mil volumes, cerca de 30 mil a menos que a coleção atual - da instituição, o jovem Leminski começou a trocar cartas com os religiosos. Em 1958, mudou-se para São Paulo a fim de estudar no Colégio de São Bento, passando a viver na clausura beneditina.

, O Estado de S.Paulo

15 de novembro de 2010 | 00h00

Nos quase dois anos em que morou ali, estudou latim, grego, filosofia e cultura religiosa, conforme atesta a biografia Paulo Leminski: O Bandido Que Sabia Latim, escrita por Toninho Vaz. Durante toda a vida, o poeta seguiu se correspondendo com os monges de São Bento, compartilhando com eles a evolução de seus estudos. Em diversas entrevistas, ele fazia questão de repetir que sempre se consideraria um beneditino - não à toa, há referências à ordem religiosa em alguns de seus poemas, como em In Honore Ordinis Sancti Benedicti e em Sacro Lavoro.

INTERROGAÇÕES

Qual a maior formação de banda que já tocou em São Paulo?

Parte da Virada Cultural de 2005, 40 bandas e fanfarras se uniram, no Playcenter, para executar, juntas, o Hino Nacional e o Trenzinho do Caipira, de Heitor Villa-Lobos (1887-1959). De acordo com a auditoria do RankBrasil, o livro dos recordes brasileiros, foi a maior orquestra a tocar no País.

Quantos músicos participaram?

Sob a organização e a batuta da musicista Vanda Lago, 1.106 músicos estiveram em ação, ao mesmo tempo. Meses antes, todos receberam, via e-mail, as partituras das duas canções executadas. Assim, chegaram ao Playcenter já "ensaiadinhos".

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