O poder público tem visão especulativa: a rua virou o resto

Análise

Roberto Loeb, O Estado de S.Paulo

29 de agosto de 2010 | 00h00

A Vila Olímpia parece uma criança que cresceu com a roupa apertada. Não se pensa na integração com a cidade. É preciso ter transporte público e calçadas acessíveis para atender ao adensamento populacional que as obras trouxeram. O poder público tem uma visão especulativa, que dá a licença para a construção e, ao mesmo tempo, trata a rua como se fosse o resto. Não oferece conforto ao pedestre. Há torres imensas, modernas e autossuficientes, que não se integram com o espaço público. São dimensões separadas. O bairro deve ser abastecido com uma infraestrutura adequada, levando em conta até o impacto desse crescimento nas regiões vizinhas. A cidade precisa estar preparada para isso.

É ARQUITETO

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