'O PM viu que eu era fotógrafo, mas veio com o carro pra cima', diz fotógrafo do Estadão

No início do protesto, os manifestantes estavam calmos: levavam flores, pediam paz. Não havia quebra-quebra quando a Tropa de Choque foi para cima e o confronto aconteceu. Por volta das 23h30, a situação já estava mais calma e eu acompanhava um grupo pequeno de manifestantes que seguia pela Avenida Paulista em direção à Consolação. Eles começaram a fazer barricadas, colocando fogo em lixeiras. Conseguiram fazer quatro ou cinco, quando carros da Força Tática da PM furaram o bloqueio e foram para cima de forma violenta. Eu estava na rua, perto da calçada, fotografando a viatura passando por cima do fogo. Nessa hora, o motorista da viatura que estava na outra faixa da rua me viu e virou o carro em minha direção. Ele viu que eu era fotógrafo, mas veio com o carro para cima de mim. Virei de costas, tentei ir para a calçada, mas fui pego. Estava com um capacete de skate, mas machuquei a cabeça. Feri as costas, pernas, cotovelos, me ralei todo. Ainda estava no chão quando outra viatura parou do meu lado. O policial mirou a arma para mim e gritou para eu levantar. Eu não conseguia. Disse que era fotógrafo, que tinha sido atropelado por um colega dele e ele saiu. Manifestantes me socorreram. Fiquei revoltado - estava ali a trabalho, eu não tinha lado.

O Estado de S.Paulo

15 Junho 2013 | 02h06

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