''O pior foi perder o show''

O farmacêutico Ricardo Duarte, de 31 anos, saiu mais cedo do trabalho para assistir ao show do Rush, na véspera de feriado prolongado, em 8 de outubro. Percorreu apenas 500 metros em sua Pajero preta, até parar atrás de um ônibus. Em poucos instantes, ele seria responsável pelo fim da maior perseguição policial do ano em São Paulo.

, O Estado de S.Paulo

25 Dezembro 2010 | 00h00

Ocorreu na Barra Funda, zona oeste, durou 20 minutos e deixou nove automóveis batidos - o último deles, a Pajero de Duarte. O foragido Wellington dos Santos roubara um Fiesta na cracolândia e só parara quilômetros adiante. Transmitida ao vivo pela TV, a ação foi comparada aos "Vídeos Incríveis" americanos.

Duarte viveu momento tenso, perseguido por um policial com pistola .40 na mão. Com sangue frio, o farmacêutico se vira e sinaliza o criminoso. Mais alguns segundos e os policiais conseguem imobilizá-lo. "No fim, o pior mesmo foi perder o show do Rush. Não me conformo", disse.

O farmacêutico ainda aproveita para esclarecer: não, não foi ele quem chutou o ladrão, assim que a polícia o capturara. "Cansei de receber parabéns por isso. Mas foi meu amigo, que também estava de preto", contou. E deixa escapar um "infelizmente..."

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