O ''Pelé'' do xadrez ainda está na ativa

Mequinho, o terceiro melhor enxadrista do mundo em 1978

, O Estado de S.Paulo

28 de outubro de 2010 | 00h00

Aos 58 anos e com uma doença neuromuscular rara (quase curada), o melhor jogador de xadrez da história do Brasil - e terceiro melhor do mundo em 1978 - está bem e na ativa. Henrique Mecking, mais conhecido como Mequinho, venceu, no dia 24 de outubro, todas as partidas de um torneio realizado em Campinas (SP). Apesar da fraqueza causada pela miastenia, energia é o que não lhe falta.

Para Mequinho, ficar distante dos tabuleiros durante 17 anos não foi empecilho para retornar, em 2000, ao hobby que também é profissão. "Pouco a pouco, vou subindo. Me trato com oração e sou integrante da Renovação Carismática Católica. Além disso, faço uso da homeopatia e sou especialista em alimentação natural há 30 anos", disse.

Dono do maior título vitalício concedido pela Federação Internacional de Xadrez (FIDE) - grande mestre internacional -, ele vive hoje com seu treinador em Taubaté (SP). O sustento vem todo do xadrez, apesar de os prêmios da área não serem "tão bons em termos financeiros". "Mas não vamos falar em dinheiro..."

Segundo ele, sua vida é e continuará a ser o xadrez. "Se o Viktor Korchnoi (enxadrista russo), 21 anos mais velho que eu, ainda joga, por que eu não?", brinca.

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