''O paulistano trabalha demais''

Adrian Harley, inglês, gerente de música da Nokia

FILIPE VILICIC, O Estado de S.Paulo

02 de maio de 2010 | 00h00

Adrian Harley é francês, é inglês e é um tanto brasileiro. Isso porque ele nasceu em Cannes, cresceu em Londres e mora, pela terceira vez, no País. Sua primeira passagem pelo Brasil foi quando fez um estágio em Ciências Sociais no Rio, em 1995. Foi então que também pisou em São Paulo, onde ele, que também é DJ, conheceu ícones da noite paulistana, como Marky e Patife. Depois de um ano, voltou para sua terra. No início desta década, retornou para a capital paulista, onde trabalhou em uma gravadora. Em 2001, foi para Londres novamente. Há dois anos, veio para cá, morar em Santo Amaro e trabalhar como gerente de música da Nokia, fabricante de celulares, na América do Sul. Ele é encarregado de licenciar músicas e planejar festas, como uma que ocorre na terça, no clube Sonique, na Consolação (ele também discoteca na balada).

Agito. Para ele, a metrópole não para. "Há festas de segunda a segunda, de noite, pela manhã, à tarde", destaca. "Em Londres, os clubes também são ótimos. Mas lá os bares fecham mais cedo e as pessoas não costumam madrugar tanto, como aqui."

Trabalho. "O paulistano trabalha mais do que europeu", afirma. "Aqui, ficam no escritório até muito tarde. O que é ruim. É preciso se dedicar ao lazer, à família."

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