O melhor exemplo do estilo neoclássico em toda a região

"Por qualquer maneira que se pretenda examinar essa obra, ela foi, na verdade, mais um testemunho do elevado nível de execução que atingiu a arquitetura paulistana no início do século 20", pontua o arquiteto e historiador Benedito Lima de Toledo, professor da Universidade de São Paulo (USP), no livro Álbum Iconográfico da Avenida Paulista (Editora Ex Libris, 1987).

EDISON VEIGA, RODRIGO BURGARELLI, O Estado de S.Paulo

18 Dezembro 2011 | 03h05

Trata-se do casarão erguido em 1920 na esquina da Avenida Paulista com a Alameda Campinas, residência de Numa de Oliveira (1870-1959), secretário da Fazenda e presidente do Conselho Administrativo do Banco de Comércio e Indústria de São Paulo.

"Na década de 20, duas residências notáveis vieram a ser edificadas nesse trecho: a residência Jayme Loureiro e a Numa de Oliveira; a primeira de autoria de Ramos de Azevedo e a outra, de seu sócio Ricardo Severo", conta Toledo. "Ficavam face a face, permitindo, por sua proximidade, a comparação de suas manifestações totalmente diversas, saídas do mesmo escritório e aproximadamente na mesma época."

O palacete de Oliveira é exemplo do estilo neocolonial. "A mais completa realização desse movimento na avenida", enfatiza Toledo. "Nos balcões do pavimento superior, viam-se gelosias e muxarabiês. Destaca-se a cobertura de telha tipo capa-e-canal com longos beirais."

A exemplo do que ocorre em outros casos paulistanos, o prédio que ocupa o endereço do palacete, no número 1.009 da avenida, faz homenagem ao antecessor. Chama-se Edifício Numa de Oliveira.

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