Divulgação/Facebook
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O melhor do Brooklin

Para quem está disposto a aproveitar a cidade ao ar livre, não faltam ciclofaixas, praças e parques em ruas bastante arborizadas; na happy hour ou depois do cinema e do teatro, bares e restaurantes ajudam a espantar a fome (e a refrescar a garganta)

O Estado de S. Paulo

21 de setembro de 2015 | 19h19

Uma vez no Brooklin, é bastante fácil circular por Nova York, Nebraska, Miami, Geórgia e Califórnia, sem sair da cidade. O bairro é formado por ruas arborizadas que têm justamente o nome de cidades e estados norte-americanos. Outro ponto de referência é a Ponte Estaiada Octávio Frias de Oliveira. A estrutura de concreto sustentada por cabos tem 1 600 metros de comprimento e quase 140 de altura atravessa o bairro da zona sul e conecta o Morumbi ao Itaim. Quase ninguém duvida de seu status de cartão postal.

Ocupado em primeiro lugar por ingleses e alemães, o bairro surgiu nos anos 1920, da combinação de fazendas que pertenciam a alemães e portugueses. Antes de ser batizada em homenagem ao Brooklyn de Nova York, a área seria conhecida como bairro do Cordeiro e Quinto Desvio. Brooklin Novo e o Velho compõem atualmente duas regiões de alto padrão para trabalhar e morar – há vários condomínios novos e grandes, escritórios de empresas multinacionais, consulados e centros empresariais.

Em termos de transporte público, o bairro é atendido pela Linha 9 da CPTM, a estação Berrini e o corredor Diadema-Brooklin da EMTU. A estações Brooklin e Campo Belo da Linha 5 (lilás) do metrô, prometidas para o ano passado, ainda não ficaram prontas. O Governo informou que pretende entregar a Estação Brooklin no primeiro semestre de 2017. Já a estação Campo Belo só deve ser concluída em 2018.

Comes e bebes: porto seguro para saborear chucrute, bisteca e joelho de porco, o restaurante Die Meister Stube (R. Barão Do Triunfo, 1213) fica no Clube Kolpinghaus. É um dos mais tradicionais da cidade em sua especialidade, a culinária alemã.

Arancini (bolinho de arroz italiano), boas massas, pizzas e o clássico tiramisu, para arrematar, fazem sucesso na cantina chique Maremonti Trattoria & Pizza (R. Princesa Isabel, 953). A rede tem outros endereços na cidade, no interior e no litoral. A mesma rua abriga o Tempero das Gerais, no 385, que oferece pratos fartos e gostosos para dividir. Tem leitão à pururuca, pernil com quiabo, tutu, frango caipira, costela, arroz, farofa, couve. Em tempo: o Marcel Brooklin (R. Hans Oersted, 115) é filial de uma das casas francesas mais importantes da cidade, o Marcel, cuja matriz fica nos Jardins. Investe em clássicos franceses, em especial os suflês (salgados e doces).

Pouco a pouco, depois do expediente, os bares mais bacanas da região começam a ficar apinhados de gente a fim de bebericar e petiscar. O Veríssimo (R. Flórida, 1488) celebra, na decoração e no cardápio, o escritor gaúcho e colunista do Estado, Luis Fernando Verissimo. A temática é um combinado de literatura, jazz e boa comida. Tapas de inspiração espanhola e petiscos são os mais pedidos desde a happy hour e até o fim de noite. Serve também almoço, das 11h40 até às 17h. Já o Brooklyn Restaurante (R. Baltazar Fernandes, 54) é um misto de restaurante e casa de show, em que os  garçons são músicos e cantores. Outros predicados do bairro no quesito beber chope e petiscar comidinha de boteco são: Botica (R. André Ampére, 215), que antes se chamava Botica do Quintana e tem uma bonita jabuticabeira no meio do salão, Bar do Juarez (R. Joaquim Nabuco, 325) e Bar do Celso (R. Brejo Alegre, 414).

Compras: o Brooklin é cercado por grandes centros de compras. No coração do bairro, está o Shopping D&D (Av. das Nações Unidas, 12555), considerado o mais completo da América Latina quando o assunto é decoração e design. Restaurantes, lojas e serviços variados fazem parte do portfólio do shopping do Centro Empresarial Nações Unidas (Av. das Nações Unidas, 12901), formado ainda por duas torres comerciais e o hotel Hilton Morumbi. O shopping propriamente dito fica no piso 1S do complexo de 307 mil metros quadrados.

Extrapolando um pouquinho as fronteiras “oficiais”, o Market Place (Av. Doutor Chucri Zaidan, 902) e o Morumbi Shopping (Av. Roque Petroni Júnior, 1089) são outras importantes referências para moradores e visitantes em termos de lazer e consumo na região.

Passeios ao ar livre e dicas culturais

Ciclorrota do Brooklin, ciclofaixa de lazer do Parque do Povo, ciclovia do Rio Pinheiros: não faltam pistas para o vaivém de bicicletas. Para dar um tempo ou tomar fôlego, sobressaem as praças. Ainda que simples, fazem boa sombra e ajudam a refrescar o corpo e a cabeça. Anote aí: Lions Monções (R. Arandú); General Gentil Falcão (Av. Engenheiro Luís Carlos Berrini e R. Sansão Alves dos Santos); Acibe Ballan Casmamie (R. Pôrto Martins) e Procópio Ferreira (R. Kansas).

Os complexos poliesportivos da Sociedade Hípica Paulista (R. Quintana, 206) e do Esporte Clube Banespa (Av. Santo Amaro, 5565) têm, entre outras atrações, piscinas providenciais para a temporada que se aproxima.

Parque do Povo, compartilhado com a Vila Olímpia e o Itaim Bibi (Av. Henrique Chamma, 420), recebe bem os vizinhos do Brooklin. É pertinho, bonito e atrai adultos e crianças com seus brinquedos, pistas de caminhada, skate e bicicleta, além de ótimos cantinhos para piquenique. No jardim sensitivo, dá para tocar e sentir o perfume de plantas, do tipo hortaliças e temperos, como mostarda, coentro, cheiro-verde, cebolinha, babosa e manjericão.

Para alguns dos mais concorridos espetáculos teatrais da cidade, há o Teatro Vivo (Av. Dr. Chucri Zaidan, 860, na divisa com o Morumbi). Além disso, uma vez por ano, no mês de maio, o quadrilátero formado pelas ruas Joaquim Nabuco, Princesa Isabel, Barão do Triunfo e Bernardino de Campos é tomado pelo MaiFest, um evento multicultural com artistas nacionais e estrangeiros. Há apresentações musicais, comida, teatro e circo.

 

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