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O marco inicial da Pompeia

Quase centenária, a igreja testemunha as mudanças do bairro desde sempre

Gustavo Zucchi, O Estado de S. Paulo

17 de agosto de 2015 | 19h38

No topo da Avenida Pompeia, surgiu uma capelinha em 1922. Seis anos depois, os padres camilianos (da ordem fundada por São Camilo) ergueram um prédio maior e assim a história da paróquia Nossa Senhora do Rosário de Pompeia começa a ser contata junto com a trajetória da vila que cresceu ao seu redor.

A origem da igreja estaria no pagamento da promessa do casal Cláudio de Sousa e Luiza Leite de Souza. "Na Itália, eles prometeram construir uma capela para Nossa Senhora caso sua filha melhorasse de uma grave doença", conta o Padre João Zago. Ela melhorou.  

O sacerdote é praticamente um dos patrimônios da Igreja, testemunhando dali as mudanças do bairro desde sua chegada, na década de 1950. Ele diz se lembrar com saudade que a Avenida Pompeia tinha paineiras no canteiro central. "Elas foram removidas para aumentar a via." 

A atual igreja começou a ser construída em 1928, e ficou pronta em 1939. Os principais beneficiários da obra eram os Matarazzo. Os operários das fábricas, aliás, entre os primeiros moradores da região, eram frequentadores locais.

Uma curiosidade: naquele tempo, os padres camilianos chegaram da Itália e vieram para São Paulo por engano. Na realidade, seu destino seria a cidade mineira de Mariana. Uma vez aqui, porém, eles ficaram, cuidaram da Igreja, construíram o hospital São Camilo e ainda uma escola.

Quem quiser visitar a Igreja Nossa Senhora do Rosário de Pompeia encontra as portas abertas todos os dias da semana, dependendo das missas do dia. Ainda que seja muito procurada para casamentos, o grande evento da paróquia é mesmo a festa "julina", que mobiliza o bairro em julho. 


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