O maior funeral de São Paulo

Dez por cento da população paulistana, de acordo com estimativas da época, compareceram ao enterro do abolicionista Luiz Gama, morto em 24 de agosto de 1882. São Paulo contava então com 40 mil habitantes. A multidão começou a chegar ao Cemitério da Consolação, onde ocorreu o sepultamento, ao meio-dia - o enterro estava marcado para as 16 horas. Amigo de Gama, o escritor Raul Pompeia acompanhou o funeral.

, O Estado de S.Paulo

21 de junho de 2010 | 00h00

Não houve transporte oficial para o cortejo fúnebre. Do Brás, o caixão veio passando de mão em mão até chegar à sepultura, num gesto coletivo em que as pessoas queriam carregar, ainda que por instantes, o ilustre morto.

Baiano radicado em São Paulo, o mulato Gama foi advogado, jornalista e escritor. Defendeu, de graça, inúmeros escravos brasileiros. Bem antes da Lei Áurea - sancionada somente em 1888, seis anos após sua morte, portanto -, o abolicionista conseguiu a libertação de mais de 500 deles por via judicial.

Detalhes desta história podem ser lidos no livro Luiz Gama - O Advogado dos Escravos, de Nelson Câmara, que a editora Lettera.doc lança hoje, a partir das 18h30, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional (Avenida Paulista, 2073).

Olha só

Vidas nas árvores. Duas pulseiras com lentes de aumento serão instaladas em uma árvore do jardim do Museu da Casa Brasileira (Av. Brigadeiro Faria Lima, 2705, Tel. 3032-3727). A ideia é que, entre 26 de junho e 29 de agosto, o público possa observar o "microcosmo que a superfície da árvore oferece", dizem os idealizadores.

Só bagulho. Em 2010 já ocorreram 348 operações cata-bagulho da Prefeitura - nas quais um caminhão passa recolhendo móveis velhos, eletrodomésticos quebrados e outras tranqueiras. No total, mais de 200 mil toneladas desse tipo de lixo foram encaminhadas a aterros sanitários.

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