O maestro e os músicos de rua

Cantores maltrapilhos de chapéu na mão, violeiros mendigos, sanfoneiros cegos... Essas figuras tão comuns no centro de São Paulo - e de outras metrópoles - estarão virtualmente em projeções audiovisuais, no palco no Sesc Vila Mariana (Informações: 11 5080-3000). Os artistas de rua vão contracenar com o músico paulistano Lívio Tragtenberg, em espetáculo marcado para as 20h30 do próximo dia 5.

Edson Veiga, O Estado de S.Paulo

28 Março 2011 | 00h00

Desde 2004, Tragtenberg acompanha o som da rua. Com os paulistanos, montou a Orquestra de Músicos das Ruas de São Paulo, cujo segundo CD, Não Vendemos Fiado, acaba de ser gravado. Nos últimos anos, sua pesquisa musical continuou em outras cidades brasileiras e países como Colômbia, Islândia, Alemanha e Estados Unidos.

"Há diferenças de estilo da música de rua em cada cidade", conta. "Em São Paulo, por exemplo, percebemos a influência dos ritmos nordestinos." Ele reclama, entretanto, que os artistas de rua são reprimidos por aqui. "Então, estão em extinção. Porque há uma miopia urbana que não valoriza esse trabalho", acredita o músico.

OLHA SÓ...

Torre de Lego. Quem for ao Shopping Center Norte entre os dias 5 e 9 de abril poderá ajudar a construir a maior torre de peças de Lego do mundo. Com a ajuda de designers dinamarqueses, vindos da sede da fabricante do brinquedo, a meta é bater o recorde atual, de 30,94 metros, conseguido em evento realizado recentemente no Chile.

Na rádio. A coluna "Paulistices" estreia hoje quadro na recém-inaugurada Rádio Estadão/ESPN (FM 92,9 e AM 700). As curiosidades de São Paulo vão ao ar às segundas, quartas e sextas-feiras, dentro do programa Metrópole, exibido das 9h30 às 10h30.

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