O lado feio da Bela Vista

Moro na Rua São Domingos, na Bela Vista. Trabalho durante o dia e faço faculdade à noite. Quando volto para casa, passo pelas Ruas da Consolação, Major Quedinho, Major Diogo e São Domingos. O problema é que, há pouco mais de um mês, começou a se formar uma aglomeração de usuários de drogas por ali. Além de sujarem as calçadas, eles assustam e amedrontam os moradores. Seja uma bolsa ou um pãozinho, eles roubam, sem um pingo de limite ou de respeito. A polícia é omissa, pois sempre passam viaturas, mas ninguém faz nada.

, O Estado de S.Paulo

20 de maio de 2010 | 00h00

MÁRCIA FERREIRA DOS SANTOS / SÃO PAULO

A Polícia Militar esclarece que o policiamento na região da Rua São Domingos é realizado pelo 7º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano com vários programas de patrulhamento. Justifica que o trabalho feito é atuante, pois, entre janeiro e março, apreenderam 8 armas de fogo e 18 menores de idade em flagrante de ato infracional, prenderam 162 pessoas em flagrante e recuperaram 44 veículos que foram roubados ou furtados. Quem testemunhar ou for vítima de um crime deve avisar pelo 190. Conclui que ser morador de rua não é crime e o policiamento só irá atuar se houver um ilícito criminal.

A leitora comenta: Infelizmente, o problema não foi resolvido.

A polícia alega que pobreza não é crime e que só poderá tomar providências quando algo realmente tiver acontecido. A questão não é ser pobre ou não. Até porque ninguém escolhe morar na rua. O problema é que o bairro Bela Vista e seus arredores estão tomados por usuários de drogas, que foram expulsos da Cracolândia. Eles passam o dia todo deitados nas calçadas, abordando moradores da região.

HAJA PACIÊNCIA

Mais de 2 meses sem gás

No final de novembro de 2009, minha tia, de 84 anos, adquiriu um imóvel na Rua Teixeira de Freitas, no Belenzinho. Em dezembro, foi iniciada uma reforma e foi feita a instalação para o gás de rua, conforme orientação da Comgás, que vistoriou o local por 3 vezes. Depois de todas as alterações atendidas, a obra foi aprovada em fevereiro. O contrato com essa empresa foi assinado em 4/3 e a minha tia mudou para lá no mesmo mês. Desde então ela cozinha num fogão instalado na área de serviço (ao relento), porque a Comgás até hoje não instalou o gás solicitado há mais de dois meses. A empresa disse que ela deveria aguardar 45 dias. De lá para cá ela tem ligado e perguntado sobre a instalação, pois não quer mais cozinhar na área de serviço. O 0800 da Comgás demora pelo menos 15 minutos para atender e a resposta é: "A senhora tem de aguardar os 45 dias." Só que ninguém informa quando será o 45.º dia. Soube que seria em 6/5, pois iriam finalizar a construção do terminal que levaria o gás até a casa dela. Por que não nos avisaram disso quando solicitamos os serviço? DÉBORA SCOLMEISTER

/ SÃO PAULO

A Comgás não respondeu.

A leitora acrescenta: Ninguém da Comgás se pronunciou. Minha tia continua cozinhando ao relento. O problema é que o inverno está chegando.

VIAGEM CANCELADA

Reembolso complicado

Comprei duas passagens da TAM para Brasília em 5/3. No mesmo dia, por problemas pessoais, cancelei a viagem e pedi o reembolso por e-mail. Conforme instruções no site da empresa, informei o destino, o CPF, o número do cartão e o número do bilhete. A TAM respondeu que o dinheiro seria depositado em 30 dias. No dia 22/3 recebi e-mail pedindo o número do bilhete, pois não o encontraram. Respondi em 24/3, copiando o bilhete que havia sido enviado pela TAM, para que não houvesse dúvidas. Quase dois meses depois, a companhia não só se recusa a dar alguma satisfação (os e-mails não são mais respondidos), como não estorna o débito. Sou vítima ou da desorganização ou da má-fé da empresa. Como a TAM não me dá atenção, será que a São Paulo Reclama teria mais sorte? Pergunto ainda se a remuneração que a empresa obteve com a posse de meu dinheiro deveria ser devolvida.

GUILHERME CARVALHO GASPAR

/ SÃO PAULO

A TAM responde que, por meio do Fale com o Presidente, entrou em contato com o sr. Gaspar para pedir-lhe desculpas pela demora e informá-lo de que o reembolso pleiteado dos 2 bilhetes foi solicitado à administradora do cartão de crédito dele no dia 5/5. O crédito poderá ser conferido em fatura fechada posterior a essa data.

O leitor comenta: O problema foi resolvido, mas não sei se esses dois meses de espera foram resultado da desorganização ou da má-fé! A TAM só resolveu o problema após o jornal entrar em contato.

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