Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Incêndio ocorre onde falha a prevenção, alertam especialistas

Número de incêndio em imóveis passa de 10 mil por ano em São Paulo

Ana Paula Niedearuer, O Estado de S.Paulo

14 de junho de 2017 | 18h42

A maioria dos imóveis em São Paulo, tanto residencial quanto comercial, possui alvará expedido pelo Corpo de Bombeiros. No entanto, 10.577 casos de incêndio por ano em edificações foram registrados em 2016 no Estado. O número de incêndios em geral (mata, residencial e prédios) foi de 69.789 no ano passado.

José Carlos Tomina, superintendente do Comitê Brasileiro de Segurança Contra Incêndios da Associação Brasileira de Normas Técnicas, diz que um incêndio não acontece por acaso. 

"O incêndio nunca é por acaso, sempre é falha de equipamento ou humana. Aqui no Brasil, as pessoas não têm muito a preocupação com incêndio, não acreditam que possa acontecer, e por causa disso às vezes são negligentes". Tomina ressalta que é necessário cumprir a legislação vigente. "As autoridades devem ter controle rigoroso sobre as inspeções."

Tomina aponta para os riscos de incêndio: "Será que temos aqui os riscos em edifícios como esse que aconteceu em Londres? Será que a maioria dos proprietários de imóveis cumpre a legislação vigente?". 

A inspeção feita pelos bombeiros visa a proporcionar um nível adequado de segurança aos ocupantes de uma edificação em casos de incêndio, possibilitando a saída das pessoas em condições de segurança.

O alvará é concedido por meio do Auto da Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), documento que comprova que o imóvel cumpre as regras de segurança contra incêndios, vistoriado pela corporação e que estabelece um período de revalidação.

Todas as edificações e áreas de risco por ocasião da construção, da reforma ou ampliação, regularização e mudança de ocupação, necessitam de aprovação no Corpo de Bombeiros, com exceção das residências unifamiliares. No entanto, é de responsabilidade do proprietário da edificação solicitar a documentação. 

O capitão Marco Palumbo, porta-voz do Corpo de Bombeiros, diz que não é responsabilidade da corporação exigir o AVCB. "Nosso papel é analisar os equipamentos de segurança contra o incêndio; não temos o poder de fiscalização. A lei que daria esse poder ao Corpo de Bombeiros ainda não tem regulamentação do governo estadual". Palumbo relata que o número de incêndios é muito menor do que a busca por prevenção.

Equipamentos básicos de segurança contra incêndio

Extintores

Mangueiras de incêndio

Detecção de alarmes

Rotas de fugas sinalizadas

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