'O importante é deixar a criança livre'

Colégios incentivam crianças a brincar com o que quiserem, sem distinguir gênero

04 de maio de 2013 | 16h18

DEPOIMENTO

Vania Regina de Oliveira Cartocci, mãe de Pietro e Giovana

"Sou mãe de um casal: o Pietro tem 5 anos e a Maria Giovana, 3. E, para mim, a forma de a escola lidar com a questão do gênero foi fundamental para decidir onde matricular meus filhos. Porque eu não queria que meus filhos, principalmente o Pietro, fossem ridicularizados por serem como são: ele é carinhoso e sem qualquer receio de brincar com o que tem vontade.

Em casa, tudo é brincadeira de criança. Há momentos em que o Pietro está lá, sozinho, se divertindo na casinha que a irmã acabou de ganhar. A Giovana também tem um brinquedo que são bebês trigêmeos. Quando os três choram juntos, o Pietro corre, dá o leitinho, põe para arrotar, faz dormir...

Mesmo antes de a Giovana nascer, o Pietro brincava com as priminhas e se apaixonou por fadas. Então, comprei várias para ele. De vez em quando, invento que a fadinha veio, colocou purpurina e tudo. Ele ama! Ele também adora carrinhos, claro. Já andou de kart e diz que será piloto de Fórmula 1.

O importante, para mim, é deixar a criança livre para conhecer, ser feliz. E acredito de verdade que essa criação já está fazendo com que meu filho cresça sem machismo e muito afetuoso. Só para você ter uma ideia, as meninas da escola são todas apaixonadas por ele."

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