O governo deve acumular tanto caixa assim?

Antonio Donato

01 de junho de 2011 | 08h02

Não

São Paulo é a cidade com a maior receita do Brasil. Seu orçamento anual de R$ 35 bilhões só perde para o da União e dos Estados de SP, RJ e MG. Mesmo com tanto dinheiro oriundo de impostos que todos nós pagamos, nossa cidade tem muitas carências em Saúde, Educação e Transportes, entre outros problemas. Assim, é inconcebível manter R$ 6,9 bilhões parados.

Kassab aperta tanto o cinto que até abril a Prefeitura só gastou 2% da verba prevista com assistência a portadores de necessidades especiais, para citar um exemplo.

Mais do que cautela com a saúde financeira da Prefeitura de São Paulo, tanto dinheiro sem uso demonstra a incapacidade do prefeito de colocar em andamento projetos que poderiam melhorar a vida paulistana. Ou, quem sabe, esteja em andamento a velha prática de guardar dinheiro para usar em ano eleitoral.

É VEREADOR DO PT

Marco Aurélio Cunha

Sim

O debate sobre esse assunto é importantíssimo, mas não podemos cometer o erro de cair no discurso fácil, da retórica populista. Não podemos esquecer de que há quase R$ 1,3 bilhão em restos a pagar de exercícios anteriores. Além desses, cerca de R$ 3 bilhões são recursos vinculados a projetos específicos que serão executados ao longo do ano e, portanto, já estão comprometidos. Finalmente, não se pode esquecer que o orçamento do exercício corrente prevê gastos da ordem de R$ 35 bilhões e ainda não há concretização de receitas que permitam a cobertura desse expressivo volume de gastos.

A gestão fiscal séria e responsável não permite que se gaste além das receitas auferidas. A administração preza pelo zelo das contas públicas e não cairá na tentação do discurso fácil e irresponsável, que tantos prejuízos causaram e ainda causam à cidade de São Paulo.

É VEREADOR DO DEM

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.