Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

O galo e a galinha da Praça Pereira Coutinho

As aves divertiam as crianças da Vila Nova Conceição, no fim da década de 1990

O Estado de S. Paulo

26 Novembro 2015 | 20h39

A Praça Pereira Coutinho, na Vila Nova Conceição, já foi morada de um galo e de uma galinha: os dois curiosos moradores foram trazidos para o local no ano de 1998. Ali, eles eram uma atração para as crianças e contrastavam com o bairro de apartamentos valorizados, avenidas movimentadas e restaurantes da moda.

Segundo reportagem do Estadão de 17 de novembro de 1998, a ideia foi de um taxista que era natural do interior. Com saudade de casa, ele teria levado um casal de aves para viver na praça. O primeiro galo dessa dupla teve um fim trágico: foi morto pouco tempo depois, atacado por um cachorro. Os motoristas que faziam ponto no local logo providenciaram outro. 

Os bichos, que gostavam de se esconder entre as plantas, costumavam ser perseguidos com a alegria pelos meninos e meninas, sob a supervisão das babás. Eles viviam sendo alimentados com pão e guloseimas. Os restos dessas comidinhas, em contrapartida, acabavam atraindo um monte de pombas.

O galo e a galinha sem nome eram queridos por boa parte dos frequentadores, mas nunca foram uma unanimidade. Com seu canto, o galo, por exemplo, funcionava como despertador para os moradores dos prédios próximos. Todas as manhãs ele fazia barulho para saudar o sol e algumas pessoas se irritavam bastante. Resultado: os taxistas foram obrigados a se livrar dos animais.

Ficaram só as árvores. Hoje as crianças brincam de colheita catando os frutos das mangueiras, amoreiras e jabuticabeiras da região.

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